O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acompanhá-lo em duas viagens internacionais: à Turquia, de 11 a 12 de novembro, e às Filipinas, de 14 a 15 de novembro.

É a primeira agenda internacional do presidente desde a reeleição em 25 de outubro, quando venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em Antalya, o Brasil entrega a presidência da COP31 à Turquia, posto que ocupava desde a conferência de Belém, em 2025.

Em Manila, a comitiva participa da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco de 11 países com economia conjunta estimada em US$ 4 trilhões. O Planalto já havia anunciado a retomada da agenda internacional no domingo (1º de novembro).

Hugo Motta e Davi Alcolumbre ainda avaliavam, até esta reportagem, se aceitam o convite.

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Segundo aliados, a ida dos dois ao exterior tem efeito que vai além da pauta climática: pode acelerar as conversas sobre a composição do novo ministério e a distribuição de espaços no governo, ainda em negociação com o Centrão.

Por que o convite tem peso no Congresso

O convite chega quando Motta e Alcolumbre disputam a própria reeleição aos comandos de Câmara e Senado, em votação marcada para 1º de fevereiro de 2027. Lula e o PT já declararam apoio público à permanência dos dois.

A relação facilita a tramitação de pautas do governo no Congresso pelos próximos dois anos. Em agosto, Lula já havia reunido os dois para negociar o fim da taxação das compras internacionais de até US$ 50, as chamadas blusinhas.

A reforma ministerial do quarto mandato ainda não tem data de anúncio. Aliados avaliam que Camilo Santana tem o perfil mais cotado para a Casa Civil, com definição prevista para a segunda quinzena de novembro.

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O avanço da reforma também depende de partidos como o PSD, que já cobra medidas econômicas em troca do apoio a Lula 4.

O que acontece agora

Depois da Turquia e das Filipinas, a agenda internacional de Lula segue com o Mercosul, em Montevidéu, de 4 a 5 de dezembro, e o G20, na Flórida, também em dezembro, sob a presidência de Donald Trump.

Um encontro bilateral entre Lula e Trump em Manila depende da coincidência das agendas dos dois presidentes e não está confirmado.