O Partido Liberal (PL) oficializou, na quarta-feira (4 de novembro), a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado em 2027, oito anos depois de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) vencer a disputa pela primeira vez. A votação ocorre em 1º de fevereiro.

Além de Marinho e Alcolumbre, também disputa o cargo a senadora Tereza Cristina (PP-MS). O PL terá a maior bancada do Senado em 2027, com 29 cadeiras, mas Marinho precisa de pelo menos 12 votos adicionais para alcançar os 41 necessários.

Alcolumbre já reúne apoio formal de MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. "Fui escolhido pelos nossos companheiros para representar a direita", disse Marinho no anúncio da candidatura, classificando a gestão de Alcolumbre como feita "com verbas, com vantagens e com atalhos".

No mesmo dia, em sessão no plenário, Alcolumbre lamentou a onda de ataques entre colegas sem citar Marinho diretamente, defendendo a confiabilidade da urna eletrônica usada no 2º turno.

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O que está em jogo na disputa

A disputa reabre a rivalidade de 2019, quando Alcolumbre venceu a eleição para a Presidência do Senado pela primeira vez. Marinho avalia repetir a mesma estratégia daquela eleição, hoje na oposição, apostando em dissidências de outros partidos para fechar os votos que faltam.

O movimento ocorre dias depois de Flávio Bolsonaro indicar Marinho ao cargo que o próprio Flávio já disputou no passado, e no momento em que a fuga de Flávio aos Estados Unidos divide o comando da oposição dentro do PL.

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Alcolumbre, por sua vez, articula a própria reeleição desde outubro, quando perdeu o apoio declarado do PL.

O que acontece agora

A eleição para a Presidência do Senado ocorre em 1º de fevereiro de 2027, no início da nova legislatura, junto com a escolha do comando da Câmara. Até lá, Marinho e Alcolumbre disputam voto a voto entre os senadores eleitos em outubro.