O escritório do USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em Pequim elevou a estimativa de importação chinesa de soja em 2026/27 para 110 milhões de toneladas, alta de 1,8% ante o relatório anterior. O volume segue abaixo do recorde do ano passado.

A projeção do adido em Pequim difere da estimativa oficial do USDA em Washington, de 115 milhões de toneladas para a mesma safra. O volume de Pequim também fica abaixo das 114 milhões de toneladas projetadas para 2025/26.

Por que a tarifa chinesa ainda ajuda o Brasil

A China mantém uma tarifa retaliatória de 10% sobre a soja dos Estados Unidos, parte da disputa comercial entre os dois países. Segundo o próprio USDA, essa tarifa "incentiva compradores comerciais a recorrerem a fornecedores sul-americanos".

Na prática, a tarifa segue dando ao Brasil uma vantagem de preço sobre o concorrente americano, mesmo com a retomada das compras chinesas de soja dos EUA.

O acordo que reabriu as compras dos EUA

O acordo de Busan, fechado em outubro de 2025 na Coreia do Sul, suspendeu medidas retaliatórias entre EUA e China e permitiu a retomada das compras chinesas de soja americana.

Pelo acordo, a China se comprometeu a comprar o mínimo de 25 milhões de toneladas de soja dos EUA. Até 22 de outubro, as compras somavam 15,1 milhões de toneladas, com 5,9 milhões já exportados.

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A retomada ocorre num momento em que a exportação brasileira de soja à China já caía, mesmo com a safra recorde do Brasil.

A inspeção de soja dos EUA para exportação subiu 19,7% em outubro, o que ameaça parte da fatia brasileira no mercado chinês.

O que acontece agora

Apesar da concorrência americana, a tarifa chinesa sobre a soja dos EUA segue favorecendo o Brasil. O crescimento do processamento de soja para farelo dentro da China deve reduzir as importações chinesas de óleo de soja, segundo o USDA.