Morreu nesta terça-feira (27), aos 46 anos, o ex-volante Émerson Leal, revelado pelo Grêmio, em decorrência de complicações de um infarto sofrido na semana passada, enquanto jogava futebol com amigos. Ele estava internado no Hospital São Camilo, em Esteio, na Grande Porto Alegre.

Segundo o relato de um amigo, Émerson jogou cerca de 20 minutos da partida que costumava disputar toda semana e passou mal em quadra. Havia um médico no local, que prestou os primeiros socorros e fez massagem cardíaca enquanto a ambulância era aguardada.

Ele já havia sentido dores no peito no sábado anterior, quando ficou deitado cerca de 15 minutos no vestiário e atribuiu o mal-estar à pressão alta. Ao chegar ao hospital, teve uma nova parada cardíaca e precisou ser reanimado.

A carreira e o susto cardíaco de 2004

Formado pelo Grêmio, Émerson defendeu o clube entre 1999 e 2004: disputou 92 jogos, marcou 4 gols e integrou o elenco campeão da Copa do Brasil de 2001.

A mesma condição que o tirou dos gramados aos 24 anos foi a que, duas décadas depois, lhe custou a vida.

Naquele ano, depois de um empréstimo ao Sport, teve uma alteração cardíaca detectada em exames e foi afastado. Só voltaria a jogar três anos depois, já no Juventude.

Na sequência, teve passagens por Madureira, América de Natal, Novo Hamburgo, Ulbra Canoas e Aimoré, entre outros clubes, antes de encerrar a carreira.

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Émerson havia sido internado em estado grave na última semana, logo após o infarto, e não resistiu.

Infarto aos 46 anos costuma vir com sintomas diferentes do esperado. Segundo médicos, pode começar com dor na mandíbula, não no peito, o que atrasa o diagnóstico em muitos casos.

Não é o único caso recente de emergência cardíaca no futebol. Em setembro, um meia do Mixto teve uma arritmia em treino e foi parar na UTI, em Cuiabá.