O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo (30) no Truth Social um vídeo que mostra a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, supostamente em chamas. A Reuters e ferramentas de checagem identificaram o material como gerado por inteligência artificial.
O Pentágono negou que Kharg tenha sido atacada. Os EUA atingiram, na verdade, lançadores de foguetes na Ilha de Larak, a 660 km de distância, no primeiro ataque americano ao Irã desde julho.
O Irã revidou lançando mísseis balísticos contra as bases americanas de Al Azraq e King Hussein, na Jordânia. O Exército jordaniano informou ter interceptado oito mísseis antes que atingissem seus alvos.
Na publicação, Trump escreveu que a ilha estava sendo "reduzida a escombros". Em outra mensagem na mesma rede, chamou o Irã de "oficialmente um Estado fracassado".
Hamid Bovard, chefe da estatal petrolífera iraniana National Iranian Oil Co., classificou a publicação de Trump como "risível" e disse que as condições na ilha seguiam "calmas e normais".
O Estreito de Ormuz concentra cerca de 20% de todo o petróleo transportado por navio no mundo. É por isso que qualquer sinal de escalada na região move o preço do barril quase na hora.
A TV Sim Brasil já mostrou que a retaliação iraniana empurrou o petróleo Brent para acima de US$ 90 o barril nesta segunda. Bancos como JPMorgan e Goldman Sachs projetam preço entre US$ 130 e US$ 150 se o Estreito de Ormuz for de fato bloqueado.
A alta já registrada nesta segunda tende a chegar ao posto de gasolina brasileiro nos próximos dias, como a TV Sim Brasil mostrou ao detalhar o efeito da escalada sobre o preço dos combustíveis no país.
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Relembre o caso
O confronto atual começou no fim de semana, quando os EUA atingiram uma base da Guarda Revolucionária do Irã na região de Ormuz, no primeiro ataque americano ao país desde julho. Teerã classificou sua retaliação como legítima defesa.
O confronto entre os dois países já dura mais de seis meses, com períodos de calma intercalados por episódios como este.
O que acontece agora
O mercado de petróleo segue monitorando sinais de um bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz. Até a publicação desta reportagem, nem Washington nem Teerã haviam anunciado nova rodada de ataques.































