Márlon de Carvalho Leão, tio da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão, negou em entrevista ao programa "Jerusa Defende", da TV Sim Brasil, que a sobrinha usasse drogas e afirmou que ela sofreu agressões do marido, o sargento Eduardo, por cerca de sete anos antes de morrer.

Michelle era casada havia cerca de sete anos com Eduardo, sargento da Polícia Militar em Belo Horizonte, quando morreu. Márlon contou que desconfiou dele desde que o conheceu. "Ele era arrogante", disse sobre o sargento.

Ela já havia concluído o curso de promoção a major dentro da corporação.

Histórico de agressões e processos contra o sargento

Segundo Márlon, o sargento foi afastado da corporação em 2007 e 2009 por ter omitido, quando menor de idade, que possuía uma arma, e voltou à ativa por decisão da Justiça em 2015.

Ele também citou um processo por agressão contra uma mulher. "Porque ele puxou a mulher pelo cabelo e socou a mulher na rua", disse. "Isso é o que está no processo."

Márlon mencionou ainda um episódio em 2016 e outro em 2023, quando disse que o sargento fugiu de uma prisão policial, mas afirmou não saber os detalhes desses dois casos.

Márlon defendeu que a Polícia Militar faça exames antidrogas periódicos, a cada seis meses, em todos os militares, e mantenha acompanhamento de quem já tem histórico de problemas.

O relato sobre a noite da morte

Márlon afirmou ter visto imagens de câmeras do prédio onde o casal morava. "Às meia-noite e 32, quer dizer, aos 32 minutos de segunda-feira, a Michelle entra na garagem andando normalmente", contou.

Segundo ele, a cena mostra que a sobrinha não estava sob efeito de drogas horas antes de morrer.

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Ele disse que foram os médicos do hospital, e não a família nem a corporação, que acionaram a polícia. "Quem chamou a polícia foi o hospital, foram os médicos do hospital, porque ela chegou com várias fraturas", afirmou.

Segundo ele, a sobrinha já estava morta havia entre quatro e seis horas quando chegou à unidade de saúde.

Márlon contestou a versão de queda de escada apresentada por Eduardo. "Não tem sangue perto das escadas, da escada", disse, questionando por que o sargento teria dado banho na esposa antes de procurar ajuda médica.

Márlon evitou classificar o caso como feminicídio. "Eu não posso afirmar feminicídio, agora vai pra mim, é! Mas ainda não posso dizer", disse, embora tenha afirmado acreditar que a sobrinha foi vítima de violência.

O sargento está preso, segundo Márlon, e o caso aguarda o laudo da perícia.