O petróleo Brent operava a US$ 90,47 o barril nesta segunda-feira (31), alta de 2,69%, depois de os Estados Unidos atacarem a Ilha Larak, no Irã, e o país persa revidar contra duas bases americanas na Jordânia. A escalada reacende o risco de repasse automático ao preço da gasolina e do diesel no Brasil.
A alta ocorreu por volta das 5h desta segunda, horário de Brasília, e também empurrou o WTI, referência americana, para US$ 85,56, alta de 2,56%.
Na Bolsa brasileira, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) operavam em queda, pressionadas pela instabilidade do mercado de energia.
O ataque a Larak foi o primeiro dos EUA contra o Irã desde julho, mirando duas plataformas de lançamento de foguetes. Horas depois, o Irã revidou contra duas bases americanas na Jordânia, segundo a Guarda Revolucionária iraniana.
Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a afirmar que a Ilha Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, estava sendo destruída, mas anexou um vídeo gerado por inteligência artificial, sem comprovação.
O Irã negou o ataque a Kharg. O presidente da estatal petrolífera iraniana (NIOC), Hamid Bovard, classificou a alegação americana como falsa e disse que a operação no terminal segue normal.
As negociações de paz mediadas para reabrir o Estreito de Ormuz seguem travadas. O canal, por onde passava um quinto do petróleo mundial antes do início do conflito, em fevereiro, é o principal ponto de estrangulamento da crise.
No Brasil, o efeito chega pela fórmula de preços da Petrobras, que segue o barril internacional e o câmbio. O repasse é quase automático e, segundo analistas do mercado financeiro, cada alta de 10% no Brent pressiona a inflação em cerca de 0,25 ponto percentual.
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É esse mecanismo que faz uma guerra a milhares de quilômetros de distância chegar ao preço pago na bomba em poucos dias.
Diante do mesmo tipo de pressão, o governo já reagiu em agosto. Lula sancionou a lei que permite reduzir impostos federais sobre combustíveis usando a receita extra de royalties e dividendos da própria Petrobras, gerada pela alta do petróleo.
O que acontece agora
Mediadores internacionais seguem tentando reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, sem data prevista para um acordo. No Brasil, o próximo termômetro é o boletim de preços da Petrobras, que decide se o repasse aos combustíveis vai além da oscilação registrada nesta segunda.





























