Forças dos Estados Unidos atacaram neste domingo (30) dois lançadores de mísseis da Guarda Revolucionária do Irã na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. Foi a primeira ofensiva militar americana contra o país desde o fim de julho. A Guarda Revolucionária confirmou o ataque, informou mortos e feridos entre suas forças e civis, e prometeu retaliação.
Segundo autoridades americanas, integrantes da Guarda Revolucionária preparavam o lançamento de foguetes e a instalação de minas navais no estreito, corredor por onde passava cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo antes do conflito.
A instituição iraniana não informou o número de mortos e feridos, mas declarou que vai retaliar a ofensiva e responsabilizar os envolvidos, sem detalhar como.
No mesmo dia, um petroleiro foi atingido por um projétil de origem não identificada no estreito, sem vítimas nem dano ambiental relatado.
O petróleo Brent subiu 1,65% no domingo, negociado a US$ 89,74 o barril, refletindo a tensão renovada na região. O Estreito de Ormuz é rota estratégica de escoamento de petróleo e já motivou meses de crise entre Irã e Estados Unidos.
A crise já teve capítulos de escalada e trégua. No dia 18 deste mês, Trump chegou a ameaçar bombardear Omã em meio ao impasse sobre a reabertura do estreito.
No início de agosto, ele havia suspendido um novo ataque ao Irã e dito que um acordo previa reabrir a rota. O entendimento não se sustentou até a ofensiva deste domingo.
O que isso significa para o Brasil
O país sente o efeito porque os preços dos combustíveis nas refinarias acompanham a cotação internacional do petróleo. Em agosto, a mesma crise já havia levado o governo brasileiro a avaliar prorrogar o subsídio à gasolina para conter o repasse aos consumidores.
A escalada também pressiona outros insumos: o preço do enxofre, usado na produção de fertilizantes, disparou 1.225% e ameaça a safra brasileira, em parte pelas rotas afetadas pela crise no Golfo Pérsico.
O que acontece agora
A Guarda Revolucionária não deu prazo para a retaliação prometida. Dias antes, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, havia anunciado sanções mais duras contra Teerã, em meio à mesma escalada.





























