Márlon de Carvalho Leão, tio da capitã da PM Michelle Leão, afirma que o sargento sob suspeita pela morte dela já tinha sido afastado da corporação duas vezes, em 2007 e 2009, e foi reintegrado por decisão da Justiça em 2015. A família cobra da Polícia Militar exame antidrogas a cada seis meses para todos os militares.

Histórico dentro da corporação

Segundo o tio, o primeiro afastamento aconteceu depois que a corporação apurou uma omissão do sargento ainda jovem.

"Em 2007, em 2009, ele saiu por causa que ele descobriu, que ele omitiu dados, que ele, de menor ele tinha uma arma. Aí ele foi afastado, mas a Justiça colocou ele de volta na PM em 2015", contou Márlon.

A família também relata um episódio de agressão que, segundo ele, está documentado em processo.

"Ele puxou a mulher pelo cabelo e socou a mulher na rua. Isso é o que está no processo", afirmou o tio, sem precisar a data do fato.

Márlon cita ainda outros dois episódios, um em 2016 e outro em 2023. Do primeiro, diz não conhecer os detalhes: "Em 2016, ele fez com uma outra mulher. Não sei o que ele fez, mas fez com uma outra mulher, ele já era sargento", disse.

Sobre 2023, contou que o sargento foi flagrado, fugiu e acabou detido pela polícia, respondendo a um novo processo por causa do episódio.

A apresentadora Jerusa, que conduziu a entrevista no programa "Jerusa Defende", questionou a permanência dele na corporação diante desse histórico. "Um cara com histórico dele está na rua? Eu acho uma loucura", declarou.

O pedido da família à corporação

Márlon defende que a Polícia Militar passe a aplicar exames periódicos a todos os militares, e não somente diante de denúncia formal.

"E colocar todo ano, ou de seis, seis meses, porque eu fiquei sabendo que fica no sangue, 180 dias", disse, referindo-se ao tempo de detecção de substâncias no organismo.

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Márlon lembrou ainda que a corporação hoje tem à frente uma oficial com passagem pela área de enfrentamento à violência contra a mulher, e disse esperar que isso pese nas decisões internas sobre o caso.

O tio também questiona por que o exame toxicológico foi feito no corpo de Michelle e não no sargento. Ele defende acompanhamento contínuo para militares com histórico de ocorrências como as atribuídas a ele.

A reportagem não localizou o sargento nem a assessoria da Polícia Militar para comentar as acusações até a publicação desta matéria. Michelle havia concluído o curso de major, segundo o relato da família ao programa "Jerusa Defende".