O TSE fechou o prazo de registro de candidaturas para as eleições de 2026 com 20.438 pedidos protocolados até as 19h de sábado (15), segundo balanço provisório. O número é cerca de 30% menor que o de 2022, quando foram 29.262 candidaturas, e pode marcar a primeira queda desde 2006.
O balanço ainda é parcial. Documentos levam tempo para entrar no sistema da Justiça Eleitoral, e o TSE prevê concluir o processamento em até 48 horas, com atualizações quatro vezes ao dia, às 8h30, 12h30, 16h30 e 19h30.
Como fica a disputa por cargo
Deputado estadual é a maior categoria, com 11.046 candidaturas. Em seguida vêm deputado federal (7.608), deputado distrital (420, restrito ao Distrito Federal), senador (314), governador (194) e presidente, com 13 nomes registrados — o mesmo número de vices.
O PL lidera entre os partidos, com 1.624 candidatos. Atrás dele aparecem MDB (1.386), Republicanos (1.286), Novo (1.284) e Podemos (1.212).
O perfil de quem concorre também ficou mais claro no balanço. Homens são 65,2% dos candidatos, e mulheres, 34,8%.
Entre os que informaram cor ou raça, 49,9% se declaram pretos ou pardos e 48,6%, brancos. Mais da metade, 58,5%, tem ensino superior completo.
O número final ainda pode mudar.
As eleições têm 1º turno marcado para 4 de outubro. Um eventual 2º turno, caso nenhum candidato a governador ou presidente alcance maioria absoluta, acontece em 25 de outubro.
Uma eleição com menos nomes na disputa
Se a queda de quase 9 mil candidaturas se confirmar nos próximos dias, 2026 será a primeira eleição desde 2006 com menos nomes na disputa que o pleito anterior. Para o eleitor, isso pode significar cédulas mais enxutas e menos opções por vaga nas urnas de outubro. O tamanho exato da diferença só fica claro quando o TSE fechar o número definitivo.


























