Minas Gerais tem 17 candidaturas ao Senado registradas no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para as duas vagas em disputa neste ano. A campanha começou neste domingo (16), um dia depois do fim do prazo de registro. Na urna, em 4 de outubro, o eleitor mineiro vota em dois nomes diferentes para o Senado.

São duas vagas porque 2026 é ano de renovação maior da Casa. Segundo a Agência Senado, das 81 cadeiras de senador, 54 estarão em disputa, duas para cada estado e para o Distrito Federal.

As outras 27 seguem com os eleitos em 2022, porque o mandato dura oito anos.

Entre os candidatos mineiros está o senador Carlos Viana (PSD), eleito em 2018 e agora em busca da reeleição. Cleitinho Azevedo, escolhido em 2022, concorre ao governo do estado, e Rodrigo Pacheco anunciou em maio a saída da vida pública.

Como os 17 nomes se dividem

Pela esquerda, o PT lançou Marília Campos, psicóloga que deixou a prefeitura de Contagem. O PSOL indicou a cientista social e ex-deputada federal Áurea Carolina. As duas se ligam à chapa de Patrus Ananias (PT) ao governo mineiro.

No campo do centro à direita, a divisão é maior. Carlos Viana concorre pelo PSD, mesmo partido do candidato ao governo Mateus Simões. O deputado federal Domingos Sávio disputa pelo PL, legenda de Flávio Roscoe.

Já Marcelo Aro (PP) se descolou da federação União Progressista, que apoia Simões, para caminhar com a chapa de Cleitinho Azevedo e Luís Eduardo Falcão (Republicanos).

"Sou candidato ao Senado e o meu governador é Cleitinho e Falcão", declarou Aro em ato no início de agosto.

Completam a lista Gustavo Galassi (PSDB), Marco Antônio Costa (Novo), Carlin Moura (Avante), Marcelo Heringer (PDT) e Juiz Ramon Moreira (DC).

Concorrem ainda Arcanjo Pimenta e Manoel Carvalho (MDB), Ana Luiza do MLB e Fidélis Alcântara (UP), Jordano Metalúrgico e Victória Mello (PSTU) e Tião Pessoa (PCO).

Uma pesquisa do Real Time Big Data divulgada em 30 de julho, antes do fechamento das candidaturas, media a corrida. No primeiro cenário, Marília Campos aparecia com 21%, Marcelo Aro com 14%, Aécio Neves (PSDB) com 13% e Carlos Viana com 12%.

Aécio não está entre os 17 nomes registrados.

O instituto ouviu 2.000 pessoas em municípios mineiros de 25 a 29 de julho, em cenário estimulado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número MG-06475/2026 e foi pago com recursos próprios do instituto.

Como votar em dois senadores

A urna mostra duas telas seguidas para o cargo. O eleitor digita o número do primeiro candidato, confirma e repete a operação para o segundo.

Se o mesmo número for digitado nas duas oportunidades, apenas o primeiro voto vale e o segundo é anulado automaticamente. Também não existe voto de legenda para senador.

Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país. Segundo a Justiça Eleitoral, são 16.377.659 eleitores aptos, ou 10,32% do eleitorado brasileiro.

A última vez que o estado escolheu dois senadores foi em 2018. Pacheco (DEM) ficou em primeiro com 3,61 milhões de votos, 20,49% do total, e Viana (PHS) em segundo com 3,56 milhões, 20,22%.

Dinis Pinheiro (SDD) somou 18,55% e ficou fora. Dilma Rousseff terminou em quarto, com 15,17%.

A TV Sim Brasil e a TMC realizam uma série de sabatinas com os candidatos ao Senado por Minas. Já passaram pelo estúdio Aro, Marília Campos, Domingos Sávio e Marco Antônio Costa. Viana fecha a série nesta segunda-feira (17).

A votação do primeiro turno é em 4 de outubro.

Quanto voto custa uma cadeira quando o campo se divide

Em 2018, os dois eleitos por Minas terminaram separados por menos de meio ponto percentual, e o terceiro colocado parou a menos de dois pontos do segundo.

Agora são 17 candidaturas para duas vagas, contra 9 para uma única cadeira em 2022. Fica em aberto quanto voto será preciso desta vez.