A Polícia Federal e forças estaduais integradas prenderam 11.767 foragidos da Justiça entre 1º de janeiro e 11 de agosto deste ano, uma média de 48 por dia. Do total, 724 prisões saíram da Operação Omnes, focada em suspeitos de homicídio e feminicídio, realizada entre maio e agosto.

A operação foi divulgada no Dia Nacional dos Direitos Humanos, em 12 de agosto, e ocorreu durante o Agosto Lilás, mês de combate à violência contra a mulher, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Prisões por homicídio e feminicídio subiram 13,8% de 2024 para 2025, de 2.133 para 2.428. A alta mais forte foi em violência doméstica. As prisões saltaram de 395 para 700, aumento de 77,2%, segundo o ministério.

As operações também alcançaram suspeitos de estupro e tráfico de drogas, além dos crimes contra a vida e da violência doméstica.

O ritmo que pode virar recorde na série histórica

A série histórica do ministério mostra 4.084 prisões de foragidos em 2022, 12.718 em 2023, 14.106 em 2024 e 14.007 em 2025. Nos 223 dias já contabilizados de 2026, o total chegou a 11.767.

No ritmo médio de 48 prisões por dia, o total projetado para os 365 dias do ano passaria de 17 mil, acima dos totais de 2024 e 2025. Se o ritmo se mantiver, 2026 pode fechar como o ano com mais prisões da série.

Se o país vai mesmo fechar 2026 com o maior número da série

O ministério não disse se pretende manter o ritmo das operações conjuntas até dezembro. Faltam mais de quatro meses para o fim do ano, tempo para o total confirmar a projeção ou perder fôlego, como ocorreu entre 2024 e 2025, quando o número ficou estável.