O diretor nacional de vendas Rogério Furtado afirmou, no podcast Encampus, que uma inteligência artificial só merece esse nome se cumprir três funções: aumentar a receita, reduzir o custo ou elevar a produtividade. Ele citou dado apresentado em simpósio da Fundação Dom Cabral: 95% das empresas com IA no mundo não seguem esses critérios.
O que ele ouviu no simpósio
Furtado contou que a Fundação Dom Cabral promoveu, na semana anterior à gravação do podcast, um simpósio em São Paulo sobre o impacto da inteligência artificial nas médias e pequenas empresas.
Um dos palestrantes foi um consultor indiano que ele identificou como “Rancharan”, descrito por Furtado como dono de uma antiga loja de conserto de sapatos que hoje presta consultoria a empresas em vários países.
“A IA tem que servir para três coisas. Ela tem que aumentar a receita. Ela tem que diminuir o custo. E ela tem que aumentar a produtividade. Se a IA não tiver fazendo isso, você não tem IA”, disse Furtado.
“95% das empresas no mundo que tem IA não usam IA com esses três pilares”, reforçou, citando o número apresentado pelo consultor durante a palestra.
“Você está falando que tem IA só para falar”, resumiu, ao criticar empresas que adotam a tecnologia sem medir resultado concreto.
Um relatório que levava 50 minutos agora sai pronto
Como exemplo prático, Furtado descreveu uma rotina que a equipe atual automatizou. Antes, montar o relatório de performance de um vendedor no fim do mês exigia gerar planilhas no sistema de BI da empresa.
O levantamento comparava as vendas de janeiro a agosto com o mesmo período do ano anterior, cruzando os dados com o cadastro de produtos de cada cliente. Isso consumia entre 40 e 50 minutos por vendedor, segundo ele.
Hoje, contou, a equipe usa um comando configurado na inteligência artificial corporativa que gera automaticamente, assim que o mês fecha, um arquivo por vendedor com a performance comparativa e os produtos ainda não cadastrados na carteira de cada um.
Para ilustrar o alcance da tecnologia fora da área comercial, Furtado citou um exemplo hipotético do setor de mineração: um engenheiro poderia perguntar à inteligência artificial corporativa quantos caminhões seriam necessários para escoar um volume de minério em determinado prazo.
Furtado usou o próprio caso para testar a tese do consultor indiano.
Segundo ele, o relatório automatizado libera tempo do gestor, o que classificou como redução de custo, e antecipa decisões de venda, associadas a aumento de receita e produtividade, os outros dois pilares citados na palestra.






























