O diretor nacional de vendas Rogério Furtado apresentou, no podcast Encampus, uma estratificação de talentos que atribuiu a um livro escrito pelo fundador do aplicativo Waze. Pela divisão, apenas 2% dos profissionais de uma empresa são “imprescindíveis” e 17% não deveriam estar no cargo que ocupam.
A régua de 17%, 33%, 33%, 15% e 2%
Furtado descreveu a estratificação como uma ferramenta para o profissional entender a própria posição dentro da empresa. Segundo ele, a régua começa com uma faixa de 17% dos profissionais: “17% das pessoas não deveriam estar ali”, disse.
A régua, segundo ele, aparece num livro escrito pelo criador do Waze, um empresário israelense envolvido em várias startups.
Segundo ele, os degraus seguintes são 33% de profissionais medianos, 33% de bons profissionais, 15% de excelentes profissionais e 2% de imprescindíveis.
“A grande pergunta é como que eu me movimento dentro desse extrato”, afirmou, ao defender que cada profissional deveria se perguntar em qual faixa está.
Para o executivo, o grupo dos 15% somado ao dos 2% forma o que classificou como “Team High Potential”. “Está preparado para ser os gestores do futuro e aquelas pessoas que vão perpetuar a governança”, afirmou.
Furtado disse não acreditar em fórmula mágica ou curso específico para subir de faixa, defendendo que o caminho é a curiosidade e a entrega no dia a dia, acima do escopo formal do cargo.
Contratado pelo hard skill, demitido pelo soft skill
Furtado disse que boa parte das demissões que presenciou ao longo da carreira não teve relação com a capacidade técnica dos profissionais.
“Hoje em dia as pessoas são contratadas pelo hard skill, pela sua capacidade técnica, e são demitidas pela ausência de soft skill”, afirmou.
Segundo ele, viu “pessoas de alta capacidade técnica” perderem o emprego por não saberem lidar com colegas ou subordinados. “Se você tem que gritar com o funcionário, ou você não está satisfeito com ele, demita ele. Mas não grite com ninguém, não desrespeite ninguém”, disse.
A falta de habilidade para lidar com pares e subordinados, segundo ele, “é muito mais comum do que você imagina e acontece ainda hoje”, mesmo entre profissionais tecnicamente qualificados.
Furtado ressaltou ainda que não querer ocupar um cargo de liderança não é sinônimo de fracasso profissional.
Ele citou o caso de um vendedor que pediu para deixar um cargo de gestão duas semanas depois de assumi-lo, numa empresa do grupo Coca-Cola em que trabalhou.






























