O diretor nacional de vendas Rogério Furtado, com mais de 23 anos na UAL Inglês e hoje na Superglobo, contou ao podcast Encampus que delegar tarefas a assistentes menos experientes foi “uma das coisas mais fáceis” da carreira. Ele passou a duas assistentes a responsabilidade de acompanhar um projeto de consultoria. As duas foram promovidas depois.
Como nasceu o empoderamento das assistentes
Furtado contou que viajava pelos 27 estados da federação como responsável comercial e não conseguia acompanhar pessoalmente um projeto de melhoria dos processos industriais contratado junto a uma consultoria. A empresa exigia presença em reuniões diárias com o time contratado.
“Peguei duas pessoas que eram assistentes de vendas, falei, gente, eu vou empoderar, eu vou empoderar essas pessoas”, disse Furtado.
Segundo ele, a escolha não seguiu hierarquia. “Todo mundo é inteligente. Você não pode pedir para um peixe subir numa árvore, né?”, afirmou, ao explicar por que preferiu apostar em assistentes, e não em profissionais mais seniores.
“Todo mundo tem inteligência. Todo mundo tem inteligência. Toda empresa tem uma inteligência instalada”, completou, ao dizer que já conhecia as duas assistentes o suficiente para apostar nelas.
Para justificar a aposta, ele resumiu o papel da própria consultoria contratada: “ele só dá luz àquilo que está lá dentro da empresa”, disse, ao comentar que a equipe interna já costuma saber onde estão os problemas.
Mesmo modelo se repetiu na implantação do SAP
Segundo o executivo, as duas assistentes passaram a participar dos encontros diários com a consultoria e repassavam a ele um resumo a cada 15 dias, quando retornava a Belo Horizonte. “A prova cabal é que elas foram promovidas”, resumiu.
Ele também orientou as duas a usar o WhatsApp para tirar dúvidas sem constrangimento: “me manda relatório, me manda em meio, porque você não entendeu, porque eu também às vezes não entendo”, disse, sobre o canal que manteve aberto com elas durante o projeto.
O mesmo modelo de delegação se repetiu num projeto de implantação do sistema de gestão SAP na UAL Inglês, quando outra assistente assumiu a interface entre a área comercial e a consultoria contratada.
“A área comercial foi uma das primeiras a entregar todo o escopo, aquele arcabouço conceitual, que precisava para poder fazer o SAP”, relatou Furtado, sobre a etapa que o mercado batizou de “Go Live”.
Para o executivo, identificar quem tem potencial de assumir responsabilidades maiores, mesmo sem cargo de chefia, é um dos papéis centrais de quem lidera equipes grandes e dispersas pelo país.






























