A vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) num eventual 2º turno caiu de 6,3 pontos percentuais em julho para 0,3 ponto em setembro, segundo a mesma pesquisa AtlasIntel, que ouviu mais de 5 mil eleitores.

A diferença atual está dentro da margem de erro do instituto, de 1 ponto percentual. Estatisticamente, é um empate técnico entre os dois.

Em agosto, a mesma pesquisa já mostrava a distância menor: Lula tinha 47,1% contra 42,6% de Flávio, uma vantagem de 4,5 pontos. Foi na mesma época em que o governador Tarcísio de Freitas classificou o crescimento de Flávio como "na hora certa".

Em setembro, a distância praticamente zerou: 47,7% para Lula contra 47,4% para Flávio, em votos totais. Em votos válidos, o placar fica em 50,2% a 49,8%.

O levantamento, contratado pela Bloomberg, ouviu 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, com margem de erro de 1 ponto e 95% de confiança, registrado no TSE sob o número BR-04739/2026.

O Datafolha, em pesquisa de 15 e 16 de setembro, também mediu empate técnico: Lula com 46% e Flávio com 44%, dentro da margem de erro de 2 pontos do instituto.

Contratado pela Folha e pela Globo, o levantamento ouviu 2.002 pessoas e está registrado no TSE sob o número BR-04029/2026.

Outros institutos também divergem sobre quem lidera a corrida no 2º turno, mas sempre dentro da própria margem de erro. Nenhuma pesquisa recente aponta um favorito fora do intervalo estatístico.

Margem de erro é a variação estatística esperada numa pesquisa: se o AtlasIntel fizesse a mesma pergunta a outras 5 mil pessoas, o resultado poderia oscilar até 1 ponto para mais ou para menos.

Com Lula e Flávio separados por 0,3 ponto, a ordem entre os dois pode se inverter numa nova rodada, sem que isso signifique uma virada real na disputa.

O ponto em aberto

Quatro institutos divergem sobre quem lidera o 2º turno nesta reta final, sempre dentro da margem de erro de cada um. Não há, nos números divulgados até agora, uma tendência que aponte um favorito claro a menos de duas semanas do 1º turno.

O que acontece agora

Uma nova rodada do Datafolha está prevista para esta quinta-feira (24). A pesquisa deve medir a corrida presidencial, o impacto do caso do Banco Master e a percepção sobre a conduta dos ministros do STF.

Até lá, as campanhas seguem recebendo doações de pessoa física, que somam R$ 10 milhões entre os presidenciáveis. O 1º turno acontece em 4 de outubro.