A eleição presidencial só termina no primeiro turno se um candidato obtiver maioria absoluta dos votos válidos, mais da metade do total sem contar brancos e nulos. É a fórmula 50% mais 1, e a votação deste ano é em 4 de outubro.

Essa exigência vale só para presidente, governadores (e o governador do Distrito Federal) e prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores. Nesses cargos, o critério é a eleição majoritária com maioria absoluta, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Senador e prefeitos de municípios menores também disputam eleição majoritária, mas vencem com maioria simples, sem 2º turno. Vereador e deputados federal, estadual e distrital seguem outra lógica, o sistema proporcional, decidido pelo coeficiente eleitoral.

Se ninguém alcançar os 50% mais 1 no dia 4 de outubro, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno, marcado para três semanas depois.

A disputa pelo governo também pode ir a um segundo turno estadual. No Rio de Janeiro, nove candidatos disputam a cadeira, cenário que dificulta a vitória de qualquer um deles logo no primeiro turno.

Quem está perto dos 50%?

Ninguém está perto. Levantamento do Datafolha, feito entre 8 e 10 de setembro, mostra Lula (PT) na frente, com 39% dos votos válidos no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro (PL). Os demais candidatos somam menos de 20% juntos.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores, tem margem de erro de 2 pontos e está registrada no TSE sob o número BR-01833/2026, contratada pela Folha e pela Globo.

Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Indecisos, brancos e nulos somam 10%.

Em simulações de 2º turno, o resultado varia por instituto. O Datafolha aponta Lula à frente, 46% a 44%. Já a pesquisa Genial/Quaest mostrou resultado oposto, com Flávio Bolsonaro na frente.

Institutos diferentes divergem sobre quem lidera o 2º turno, mas concordam que a margem é apertada demais para prever vencedor a três semanas da votação.

Desde a redemocratização, sete das nove eleições presidenciais foram para o segundo turno, em 1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Só Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno, em 1994 e 1998.

O que acontece agora

O calendário eleitoral segue apertado até a votação. O primeiro turno é em 4 de outubro, e o TSE já encerrou o prazo para substituição de candidatos barrados.

Os mesários que vão trabalhar nas seções eleitorais naquele domingo já foram convocados. Se ninguém passar dos 50% mais 1, o país volta às urnas em 25 de outubro.