O PT promoveu atos em 27 estados neste domingo (13) para reforçar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a três semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. No mesmo dia, aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL) fizeram ato em Macapá (AP) para cobrar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A mobilização petista, batizada de "Dia 13 com Lula nas ruas", reuniu bandeiraços, carreatas, panfletagens e rodas de conversa pelo país. Só no Rio Grande do Sul, mais de 131 cidades tiveram atividades simultâneas.
Lula participou de um ato em Florianópolis (SC), enquanto a primeira-dama, Janja da Silva, esteve em um ato em Brasília.
Vamos ganhar essa eleição. A gente precisa entregar esse tetra para ele
Janja disse a frase durante o ato na capital federal, em referência à busca por um quarto mandato do marido. Em Olinda (PE), a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, participou de um bandeiraço ao som de frevo.
Em Macapá, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) marcou ato às 15h na Praça Jaci Barata para cobrar de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, o impeachment de Moraes. O mesmo pedido ele já tinha feito na porta da casa do senador dias antes.
Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em São Paulo e não participou do ato em Macapá.
Em Pernambuco, a programação reuniu atividades em Recife, na região metropolitana e em sete cidades do interior, sob coordenação do deputado federal Carlos Veras (PT-PE), presidente do partido no estado.
A programação é lida como resposta ao ato bolsonarista de 7 de Setembro na Avenida Paulista, quando a PM usou bombas de gás antes da manifestação de Flávio Bolsonaro.
A mobilização ocorre em meio à reorganização da campanha de Lula após atritos internos. Segundo o Metrópoles, o coordenador da campanha, Edinho Silva, reconheceu falha na distribuição de material feito de forma descentralizada pelos diretórios: "é evidente que é um erro de planejamento", disse.
Auxiliares atribuem o desgaste à crise em torno de Moraes e ao avanço de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto, ainda segundo o jornal, que não detalhou instituto ou percentual. Setores do PT e do Planalto cobraram postura mais assertiva do presidente.
A escolha do dia 13, número do partido na urna, reforça o apelo simbólico da resposta petista a três semanas da votação.
O que acontece agora
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando mais de 158 milhões de eleitores vão às urnas. Até lá, o impeachment de Moraes segue sem data para votação no Senado, sob pressão do PL.
Alcolumbre já adiou outra pauta sensível para depois do 1º turno, a votação da escala 6x1, o que mantém em aberto quando o impeachment será pautado. A campanha de Lula segue em reorganização interna após os atritos que motivaram os atos deste domingo.





























































