Seis candidatos à Presidência já receberam mais de R$ 10 milhões em doações de pessoa física até terça (22/9), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro lidera com R$ 2,9 milhões, seguido por Caiado, Renan Santos, Lula, Cury e Zema.
Qualquer pessoa física pode apoiar um candidato ou partido. A doação precisa ser identificada e rastreável até a origem. Os valores mudam conforme novos registros chegam à Justiça Eleitoral.
O maior presente a Flávio Bolsonaro (PL) e a Lula (PT) veio da mesma pessoa. O empresário Erasmo Battistella, CEO da Be8, maior produtora de biodiesel do Brasil segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), doou R$ 500 mil a cada um dos dois candidatos.
Quem financia os dois maiores rivais ao mesmo tempo aposta nos dois lados.
Entre os doadores de Flávio Bolsonaro predominam empresários e produtores rurais. A família Verdi, dona do grupo Rodobens, enviou R$ 300 mil, e dois executivos da Vicunha Têxtil somaram R$ 225 mil em doações.
Lula (PT), que também lidera pesquisas recentes como a AtlasIntel em Pernambuco, teve R$ 1,4 milhão em doações de pessoa física. Parte do valor corresponde a prestação de serviço, não a transferência em dinheiro.
O cantor gospel Kleber Lucas declarou R$ 30 mil pela gravação de um jingle da campanha. Entre os doadores também estão o coordenador Marco Aurélio de Carvalho, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o professor da FGV Rabih Nasser.
Ronaldo Caiado (PSD) recebeu a maior doação individual de todo o grupo. O empresário e jurista Carlos Eduardo Ferraz deu R$ 2,3 milhões ao governador de Goiás, que hoje disputa a Presidência tecnicamente empatado com Flávio Bolsonaro em pesquisa no próprio estado.
Renan Santos (Missão) tem o perfil mais pulverizado entre os seis. Nenhuma doação individual isolada passou de R$ 50 mil, o que combina com o financiamento coletivo que sustenta a maior parte da campanha dele.
Como isso se compara ao financiamento total das campanhas
A doação de pessoa física é uma fração pequena do que abastece cada campanha presidencial. Os seis pré-candidatos somam R$ 92,4 milhões arrecadados por todas as fontes, e a maior parte vem do fundo do próprio partido, não do bolso do eleitor.
| Valor (R$ milhões) | |
|---|---|
| Flávio Bolsonaro (PL) | 44,4 milhões |
| Lula (PT) | 35,9 milhões |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 6,6 milhões |
| Romeu Zema (Novo) | 3,9 milhões |
| Renan Santos (Missão) | 1,3 milhões |
| Augusto Cury (Avante) | 0,3 milhões |
Fonte: TSE, via Metrópoles · verificado em 09/09/2026
Juntos, PL e PT repassaram R$ 78 milhões a Flávio Bolsonaro e Lula, mais de sete vezes as doações de pessoa física somadas pelos seis candidatos. O fundo do partido, não o pequeno doador, decide o tamanho do caixa de campanha.
O que acontece agora
Os candidatos têm até 4 de outubro para arrecadar recursos de campanha, prazo fixado pelo TSE, que também fiscaliza a propaganda dos ministérios. Os valores declarados podem crescer até lá, conforme novas doações sejam registradas e informadas à Justiça Eleitoral.






























