O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, participou nesta sexta-feira (28) da sabatina da TV Globo com presidenciáveis, conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli. Questionado sobre os R$ 61 milhões que o Banco Master repassou para o filme "Dark Horse", sobre seu pai, Jair Bolsonaro, ele negou qualquer irregularidade.

A defesa do financiamento do filme Dark Horse

O senador afirmou que o valor girou em torno de R$ 61 milhões e que não houve contrapartida em troca do mandato. Segundo ele, o dinheiro veio de patrocínio privado, sem verba pública nem recursos da Lei Rouanet.

"Eu não fui buscar dinheiro em recursos públicos, e esse foi um patrocínio, na verdade, que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai", disse Flávio Bolsonaro a César Tralli e Renata Vasconcellos.

Tralli e Renata cobraram o contrato de patrocínio e a planilha de gastos do filme. Flávio disse que já prestou esclarecimentos e chamou o projeto de obra de arte particular, sem exibir os documentos durante o programa.

Sobre um encontro com o banqueiro depois da prisão dele, o senador disse que a relação entre os dois nunca foi além do filme.

Nem tudo, porém, está encerrado no caso. O perito contratado para auditar as contas do filme admitiu que não rastreou a origem do dinheiro que teria vindo de Vorcaro.

O ministro Flávio Dino, do STF, também autorizou a Polícia Federal a acessar dados da operação que envolve a produtora do longa. O processo segue em investigação formal, independentemente do que o senador disse na sabatina.

Flávio também comentou o papel do irmão, Eduardo Bolsonaro, no tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Disse que Eduardo errou ao agradecer publicamente pela medida.

Ele defendeu, porém, que o irmão não pediu a taxa ao governo americano, apenas apresentou a ele a visão sobre a política brasileira.

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Os apresentadores também perguntaram, duas vezes, se Flávio aceitaria o resultado da eleição em caso de derrota.

Nas duas vezes, ele não respondeu diretamente. "Eu não vou perder essa eleição. E digo mais: vou ganhar no primeiro turno", declarou o senador.

Flávio negou ter questionado a confiabilidade da urna eletrônica e disse, de forma genérica, que respeita o resultado das eleições. Durante a entrevista, ele apareceu com uma anotação a caneta na mão esquerda, com os dizeres "Mudança, futuro, 7/set".

É a 5ª de 6 sabatinas que a Globo promove com presidenciáveis nesta semana, no mesmo formato usado desde a primeira entrevista, com Romeu Zema, na segunda-feira (24).

Antes de Flávio, também passou pelo formato Renan Santos, que defendeu a bomba atômica e disse que não cumprirá decisões do STF.

O que acontece agora

A série de sabatinas termina neste sábado (29), com a entrevista do candidato Augusto Cury (Avante), o último dos seis presidenciáveis selecionados pelo corte da pesquisa Quaest de 14 de agosto.