A 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou nesta sexta-feira (28) o processamento do pedido de recuperação extrajudicial da Braskem e de controladas. A decisão suspende por 120 dias as execuções movidas por credores incluídos no plano.

O prazo já desconta 60 dias concedidos por uma decisão anterior, que havia aprovado uma tutela de urgência no início do processo. Braskem e controladas têm agora 90 dias para demonstrar que alcançaram o quórum necessário à aprovação do plano.

A empresa busca renegociar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas financeiras não garantidas. O pedido foi protocolado no dia 24 de agosto com o apoio de 39,6% da dívida sujeita ao processo, abaixo dos mais de 50% exigidos para a aprovação final.

As negociações entre a Braskem e os credores vinham sendo contenciosas, com discordância sobre os termos da reestruturação. Os debenturistas contrataram o Houlihan Lokey como assessor financeiro e o escritório Pinheiro Guimarães como assessor jurídico.

O que acontece agora

Dias depois do pedido inicial, a B3 retirou a Braskem do Ibovespa e de outros índices da bolsa.

Agora o relógio corre para o prazo de 90 dias. A empresa precisa convencer mais credores a aderir ao plano antes que a Justiça avalie o pedido de forma definitiva.