A fila de pedidos de benefício do INSS caiu para 1,2 milhão em agosto, o menor nível desde janeiro de 2023. É uma queda de 59% frente aos 3,073 milhões de pedidos pendentes no início do ano, segundo dados do próprio instituto.

O tempo médio de análise caiu para 35 dias. Os pedidos parados há mais de 45 dias, considerados a fila crítica, recuaram 86%: de 1,882 milhão em janeiro para 261 mil em agosto.

Por que a fila caiu tão rápido

De janeiro a julho, o INSS concedeu em média 730 mil benefícios por mês. É 67% a mais que a média de 2022, quando eram 438 mil por mês.

A fila de perícias médicas também encolheu, de 1,230 milhão de pessoas aguardando em novembro de 2025 para 196.615 em agosto. O ministro Wolney Queiroz afirma ter pedido à Dataprev e ao INSS uma ferramenta tecnológica para acelerar a concessão de benefícios.

O governo já vinha prometendo essa melhora. Lula chegou a anunciar meta de zerar a fila crítica até setembro, e o Ministério da Previdência alterou regras do instituto para acelerar concessões.

O que a melhora não conta

Mesmo com a fila menor, segurados relatam esperas de até oito meses por um benefício específico. A média nacional não elimina casos individuais de espera longa.

Segundo Wolney Queiroz, a taxa de indeferimento segue perto de 50%, proporcionalmente. O ministério não detalhou se o ritmo mais rápido de análise alterou esse percentual.

O ponto em aberto

A fila menor é um número que se vê de fora. O que ele não mostra é se a análise mais rápida mudou a chance de aprovação de quem pede o benefício.

Com metade dos pedidos negada, proporcionalmente, antes e depois da aceleração, a dúvida que fica é se o INSS ficou mais rápido em aprovar ou só mais rápido em decidir, para os dois lados.