O Brasil tem 255 bilionários, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão, segundo o ranking anual da Forbes divulgado nesta semana. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, lidera a lista pelo terceiro ano seguido, com patrimônio de R$ 162,9 bilhões, mesmo após perder 28,24% do valor no período.
A Forbes chegou ao número na 14ª edição da lista nacional. Do total de bilionários mapeados, 57,25% ampliaram o patrimônio no último ano, 30,2% tiveram queda e os demais mantiveram o valor estável. É a 14ª edição da lista nacional da Forbes.
Depois de Saverin, aparecem Vicky Sarfati Safra e família, do Banco Safra, com R$ 130,6 bilhões, e Jorge Paulo Lemann e família, sócio da AB InBev e da 3G Capital, com R$ 103,5 bilhões. André Santos Esteves, do BTG Pactual, fecha o top 4 com R$ 66,1 bilhões.
Fernando e Pedro Moreira Salles, ligados ao Itaú e à mineradora CBMM, ocupam a 5ª e a 6ª posições, com R$ 50,3 bilhões e R$ 46,6 bilhões. Miguel Krigsner, fundador do Boticário, e Carlos Alberto Sicupira, sócio da 3G Capital, completam a lista, com R$ 35,7 bilhões e R$ 35,4 bilhões.
Quem mais subiu no ranking
O maior salto entre os dez primeiros foi de Ricardo Faria, dono da Granja Faria, negócio de avicultura. Ele saltou da 21ª para a 10ª posição, com patrimônio de R$ 35,1 bilhões, alta de 79,08% que quase dobrou sua fortuna em um ano.
Seis das dez maiores fortunas do país vêm do mesmo núcleo: bancos e o grupo de investidores por trás da AB InBev, sinal de como o topo da riqueza brasileira segue concentrado em poucos setores. Fora desse eixo financeiro, aparecem só Saverin, na tecnologia, Krigsner, em bens de consumo, e Faria, no agronegócio.
O outro lado do empresariado
O topo do ranking cresce enquanto outra parte do empresariado enfrenta o caminho oposto. O Brasil fechou o primeiro semestre com 6.341 empresas em recuperação judicial, recorde da série histórica.
Entre elas está a Braskem, que pediu recuperação extrajudicial para uma dívida de R$ 54 bilhões neste mês.
Fora do país, Saverin usa parte do patrimônio para diversificar investimentos. Em agosto, ele entrou no consórcio que comprou 30% do Liverpool FC ao lado de Jeff Bezos, negócio que ainda depende de aval da Premier League.



























