As ações da Petrobras dispararam nesta terça-feira (1º), com a PETR4 subindo 4,11% e fechando a R$ 46,87, depois de as Forças Armadas dos Estados Unidos atacarem alvos da Guarda Revolucionária do Irã no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent avançou para US$ 94,65 o barril, puxando o Ibovespa para cima.
Segundo o InfoMoney, o petróleo WTI subiu 5,2%, para US$ 90,22 o barril. O gatilho foi o relato de que um petroleiro foi atingido por três projéteis ao cruzar o Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um terço do petróleo comercializado no mundo.
Segundo o portal Brasil em Folhas, é a segunda vez nesta semana que Washington atinge posições iranianas na região. O novo ataque encerra cerca de um mês sem trocas de fogo diretas entre os dois países. Dias antes, o Irã havia atacado bases americanas na Jordânia, em retaliação a operações dos EUA em Ormuz.
A Guarda Revolucionária não informou se houve baixas ou quantos alvos foram atingidos.
Ainda assim, o tráfego no estreito seguiu. De acordo com a Trading Economics, 17 milhões de barris passaram por Ormuz só na segunda-feira (31), sinal de que a rota, apesar da tensão, não foi bloqueada.
O que muda no bolso do consumidor brasileiro
O petróleo mais caro não chega direto à bomba. A política de preços da Petrobras segue as cotações internacionais e o câmbio, mas o repasse ao consumidor costuma vir com defasagem, e o efeito mais rápido tende a aparecer no frete, que roda a diesel e pressiona o custo de alimentos e remédios nas prateleiras.
Para a Petrobras, o efeito é o oposto: o barril mais caro eleva a geração de caixa e a arrecadação de tributos ligados à produção. O Brasil vem ganhando com a alta do petróleo desde que a guerra no Oriente Médio começou, como exportador do pré-sal, mas também paga a conta em outras frentes.
O que acontece agora
O Irã ameaçou uma resposta "significativamente maior" ao novo ataque, e o mercado deve seguir sensível a qualquer sinal de escalada nos próximos dias. É a terceira sessão seguida de alta do petróleo, no maior patamar em quase seis semanas. O mesmo padrão já havia elevado a cotação na semana passada, quando o barril bateu US$ 90 pela primeira vez na escalada atual.
O setor mais exposto até aqui é a aviação: o querosene de aviação já subiu no último mês, com alta de 13,9% repassada pela Petrobras às distribuidoras. Para o consumidor de gasolina e diesel, o próximo reajuste da estatal é o indicador a observar nos próximos dias.






























