A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo em águas profundas no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. É a segunda descoberta na região desde agosto, mas a viabilidade comercial ainda não está definida.
Segundo a estatal, a nova descoberta "amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área" e vai fornecer dados adicionais para avaliar os sistemas petrolíferos e o potencial de recursos da bacia.
As informações da descoberta de agosto já confirmaram a boa qualidade do petróleo encontrado, segundo a Petrobras. As amostras da nova descoberta ainda serão submetidas a análises laboratoriais.
A Petrobras concluirá as atividades de perfuração do poço, seguindo com a avaliação das formações identificadas, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas.
informou a estatal, em comunicado ao mercado.
Por que isso demora tanto para virar petróleo de verdade
Achar petróleo é só o primeiro passo de um processo que pode levar anos. Mesmo com duas descobertas confirmadas em dois meses, a Petrobras ainda precisa avaliar se o volume encontrado compensa economicamente a exploração em águas tão profundas e distantes da costa.
A produção efetiva de petróleo no Amapá pode levar sete anos para começar, mesmo que as análises confirmem reservas comerciais.
Antes de perfurar, a Petrobras também precisou vencer uma disputa ambiental. O Ibama autorizou a estatal a perfurar 3 poços na região em setembro, depois de anos de impasse sobre o licenciamento da bacia.
O intervalo entre achar petróleo e vender petróleo é o que separa o anúncio de hoje de qualquer efeito imediato no bolso do brasileiro.
O que está em jogo para o Amapá
O impacto econômico que se discute é grande. Uma estimativa citada em reportagem anterior aponta que o petróleo pode elevar o PIB do Amapá em 61%, embora o tema ainda não apareça com força nas pesquisas eleitorais do estado.
O tema já entrou na disputa política local. Candidatos ao Senado pelo Amapá divergem sobre o petróleo da Foz do Amazonas, mas o tamanho real da reserva ainda depende do laboratório, não da campanha.
Quanto tempo até saber se vale a pena
A Petrobras ainda não disse quando as novas análises devem ficar prontas, nem se este segundo achado confirma reservas comerciais na bacia.
Até lá, o que existe são dois sinais de petróleo confirmados em dois meses, um licenciamento ambiental que levou anos para sair, e uma estimativa de impacto no PIB que segue sem comprovação na prática.






























