Carl Orlandi sofreu um infarto aos 46 anos ao voltar da academia, com desconforto na mandíbula e náusea, sintomas que fogem do roteiro clássico de dor no peito. Ele passou por uma cirurgia com cinco pontes de safena e segue em recuperação.
O exame que diagnosticou o infarto também revelou níveis elevados de lipoproteína(a), uma condição hereditária associada a maior risco cardiovascular.
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do coração é interrompido de forma súbita, geralmente por um coágulo, provocando a morte de células do músculo cardíaco. O atendimento imediato reduz o risco de morte.
Colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e má alimentação estão entre os fatores de risco.
Apenas 2% dos brasileiros conseguem reconhecer corretamente os sintomas de um infarto, segundo a SBC.
É esse hiato entre o que se imagina e o que realmente acontece que mais mata, porque atrasa a busca por socorro justamente quando cada minuto pesa.
Doenças cardiovasculares matam 400 mil brasileiros por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A cada 90 segundos, uma pessoa morre por causa cardiovascular no país.
O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de mortes no Brasil, com 300 mil a 400 mil casos por ano e um óbito a cada cinco a sete ocorrências, segundo o Ministério da Saúde.
O problema também avança entre os mais jovens. Entre mulheres de 15 a 49 anos, a mortalidade por infarto subiu 62% no Brasil entre 1990 e 2019, segundo a SBC.
O sedentarismo é um dos fatores que mais pesam nesse quadro: especialistas já alertavam para o impacto da falta de atividade física na saúde vascular.
Como agir diante de um mal súbito?
Diante de sinais como dor ou desconforto no peito, mandíbula, braço ou costas, falta de ar, náusea ou suor frio, a orientação é buscar atendimento de emergência imediatamente. Quanto mais rápido o socorro, menor o dano ao músculo cardíaco.
Para casos de mal súbito em geral, os primeiros socorros seguem um protocolo: manter a pessoa segura, acionar o SAMU (192) e não oferecer alimento ou remédio por conta própria.
O que muda no tratamento pelo SUS
Em setembro, uma lei ampliou o acesso a medicamentos trombolíticos contra infarto na rede pública. Esses remédios dissolvem o coágulo e podem evitar a morte do tecido cardíaco quando aplicados a tempo.






























