A campanha de Lula (PT) começou a montar, nesta sexta-feira (2) em São Paulo, a estratégia para um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o presidente do partido, Edinho Silva, projeta eleger mais de 80 deputados federais.
Mesmo assim, Edinho não descarta um desfecho já neste domingo (4), caso haja forte mobilização por voto útil entre os eleitores indecisos: "Toda eleição polarizada pode ser resolvida no primeiro turno."
A campanha petista, porém, projeta um possível 2º turno e intensifica a busca por acordos com o PSD e o MDB.
Segundo Edinho, o PT já tem estrutura para a segunda etapa: "Estamos muito preparados para o segundo turno, se ele acontecer. Estamos preparados pelos palanques que construímos, pelas alianças que construímos. Temos que ampliar ainda mais."
O PT fechou 26 palanques estaduais para Lula, contra 16 de Flávio Bolsonaro, segundo acordo fechado em agosto. É essa estrutura que Edinho cita como vantagem para um eventual 2º turno.
Do lado do PL, a aposta é ainda maior. O partido de Flávio projeta eleger 115 deputados federais em 2026, superando o recorde do PFL em 1998 (105), o maior desde a Constituição de 1988, segundo o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
As duas campanhas tentam, ao mesmo tempo, vender a imagem de vitória no 1º turno e preparar o terreno para um 2º turno, caso ele seja necessário.
Da lista de candidatos ao Senado ligados à estratégia de Flávio, 33 são do próprio PL e 14 vêm de partidos aliados, como Republicanos, MDB e PSD. Em Minas Gerais, Cleitinho confirmou apoiar Flávio, dividindo a própria chapa.
O que acontece agora
Lula vota neste domingo (4) pela manhã, em São Bernardo do Campo, e deve se pronunciar à noite, em São Paulo, após o resultado. Um eventual 2º turno para a Presidência aconteceria em 25 de outubro.

































