A Petrobras reajustou em 11,76% o preço do querosene de aviação nesta quinta (1º), para R$ 6,242 o litro. A estatal atribui a alta à guerra no Oriente Médio, mesmo pano de fundo do ataque a um voo da FlyDubai que Trump associa ao Irã.
O ataque aconteceu na quarta-feira (30) a bordo do voo FZ1073, que seguia de Dubai a Tel Aviv. A aeronave caiu milhares de metros de altitude em cerca de dois minutos antes de passageiros e tripulantes retomarem o controle.
A aeronave fez pouso de emergência no Aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita. Israel diz que o agressor é um cidadão de Omã, mas ele ainda não foi identificado publicamente nem formalmente acusado.
Questionado sobre uma possível ligação entre o ataque e o Irã, Trump disse a jornalistas nesta quinta-feira (1º):
Eu diria que a resposta, com base no que estou ouvindo, é sim.
Segundo o jornal O Povo, Trump completou que os Estados Unidos atacariam o Irã com muita força caso o país seja confirmado como responsável.
Netanyahu disse à CNN que o suspeito sofreu doutrinação radical islâmica, mas também afirmou que ainda é cedo para confirmar a participação do Irã no episódio. Nenhum dos dois apresentou provas públicas do vínculo.
O piloto indiano Smit Machchhar, que assumiu os comandos durante o ataque, evitou o que o premiê israelense chamou de resultado comparável ao 11 de setembro.
A crise se soma à escalada de tensão no Estreito de Ormuz, rota por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra entre EUA, Israel e Irã. O Brent fechou em alta nesta semana.
A Petrobras aponta esse movimento como pano de fundo do novo reajuste do combustível de aviação.
O que muda no bolso de quem viaja
O litro do querosene de aviação custa agora R$ 6,242, 74% mais caro que em 1º de março, dia seguinte ao início dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã. O combustível aqui segue o petróleo global, mesmo sendo o Brasil produtor.
Em junho, a Petrobras havia reduzido o querosene em 14,2%, uma queda de R$ 0,93 por litro. Agora a trajetória se inverteu.
A pressão sobre o custo das companhias aéreas brasileiras volta a crescer junto com o risco geopolítico no Oriente Médio.
O aumento do petróleo e do dólar já entrou no radar de quem acompanha as companhias aéreas listadas na B3, que vêm no combustível um dos principais componentes de custo. Não há, porém, informação sobre repasse imediato ao preço das passagens.
O que acontece agora
As autoridades sauditas seguem interrogando o suspeito preso após o pouso em Tabuk. O governo americano ainda apura a ligação do agressor com o Irã antes de decidir sobre qualquer represália.
O preço do querosene no Brasil, enquanto isso, segue atrelado à cotação internacional do petróleo, que reage a cada novo capítulo da crise no Oriente Médio.






























