O Google começou a aplicar, nesta terça-feira (30/9), uma nova regra que exige verificação de identidade de desenvolvedores para instalar aplicativos Android pela loja oficial ou por fora dela. Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia são os quatro primeiros países afetados pela mudança.
Quem tentar instalar um app de desenvolvedor não verificado passa por um fluxo mais lento. É preciso ativar uma opção nas configurações, se autenticar, reiniciar o aparelho e esperar 24 horas antes de autorizar a instalação.
Depois de autorizada, a instalação de apps de fora das lojas vale por 7 dias ou por tempo indefinido, à escolha do usuário. Quem instala por cabo USB (ADB) não passa pela espera de 24 horas.
Por que o Google diz que criou a regra
Segundo o Google, o objetivo é dificultar golpes nos quais criminosos pressionam vítimas a instalar aplicativos maliciosos. A empresa afirma que o selo de verificação confirma a identidade do desenvolvedor, não a qualidade do aplicativo.
A TV Sim já havia mostrado que o anúncio da regra, feito em setembro, já previa exigir nome legal, endereço e documento de identidade do desenvolvedor. 99% dos apps da Play Store já estavam registrados automaticamente, sem passar por esse processo manualmente.
A crítica dos desenvolvedores
Uma enquete do site especializado Android Authority encontrou 82% dos respondentes considerando a medida excessiva ou achando que ela torna o Android menos aberto. O Google cedeu em dois pontos depois das críticas.
Contas de estudante ou hobby, sem documentação de empresa, podem registrar até 20 dispositivos sem pagar taxa. Para parte da comunidade de desenvolvedores, isso não resolve a objeção central.
A queixa não é nova.
A objeção é que uma única empresa passa a controlar a instalação de apps em quase todos os aparelhos Android fora da China.
O que acontece agora
O caso se soma a outras frentes regulatórias que cercam o Android. Na União Europeia, o Google recorre contra uma decisão sobre o sistema, em caso separado sobre concorrência.
O Google prevê expandir a regra para o resto do mundo em 2027; os Estados Unidos ainda ficam de fora. No Brasil, o movimento é o oposto do que aconteceu com a Apple, obrigada a liberar apps de fora da App Store para usuários brasileiros.






























