A exposição "Janelas de Afeto e Memória" celebra os 75 anos da Casa de Vidro, primeira construção da arquiteta Lina Bo Bardi, inaugurada em 1951 no Morumbi, zona sul de São Paulo. A mostra gratuita abriu em 26 de setembro e segue em cartaz.
A mostra reúne vídeos, móveis, fotografias e pinturas para celebrar o legado arquitetônico da casa, onde o casal Bardi viveu por mais de quatro décadas. A curadoria é do arquiteto e designer Bruno Simões.
"A ideia principal era não ser mais uma exposição de retrospectiva ou uma homenagem, e sim a apresentação de um legado vivo", diz Bruno Simões, curador da mostra.
Simões dividiu a mostra em cinco capítulos (a ideia, o projeto, o design, a intimidade e o futuro) para contar momentos importantes da Casa de Vidro.
"É a data de aniversário de alguém que ainda está vivo, respirando, se transformando, evoluindo, como é o caso deste espaço", completou o curador.
Um dos eixos da mostra traz croquis e documentos que revelam as ideias que deram origem ao imóvel, projeto influenciado por modernistas como Le Corbusier e Mies van der Rohe.
Ao ser inaugurada em 1951, a residência se tornou o primeiro projeto construído de Bo Bardi. Nascida na Itália e radicada no Brasil, a arquiteta assinou outras obras que redesenharam a paisagem de São Paulo, como o Sesc Pompeia e o Masp.
Um dos elementos mais marcantes da Casa de Vidro é o uso extensivo de vidro, que traz a vegetação do entorno para dentro do imóvel. Outra marca é a grande sala única, que Bo Bardi reproduziria depois no salão principal do Masp.
A casa é vitrine do que Bo Bardi repetiria em obras maiores da cidade.
Como visitar a exposição
A visitação é gratuita e precisa ser agendada com antecedência, às quintas, sextas e sábados, até 5 de dezembro. A mostra fica dentro da própria Casa de Vidro, no Morumbi, zona sul de São Paulo.
O acervo reúne desenhos técnicos, esboços de móveis, cartas trocadas entre Lina e Pietro Bardi e uma maquete inédita da estrutura da casa.






























