Uma pesquisa da GlobeScan para a The Economist, feita em 34 países, mostra que quase 9 em cada 10 pessoas na Nigéria e no Vietnã acreditam que a inteligência artificial vai melhorar a humanidade. Nos EUA, no Canadá e na França, a maioria discorda.

Em Seul, o vendedor de violinos Bae Oh-do, de 70 anos, representa esse otimismo. Ele cresceu usando bomba de pedal para tirar água e viu a chegada dos primeiros tratores à zona rural sul-coreana.

Não é algo com que os seres humanos devam se preocupar. Esse tipo de coisa é bom. Eles devem continuar desenvolvendo a tecnologia. A humanidade avançou muito até a nossa geração. Não há como saber de que maneira o mundo vai mudar.

Disse Bae, que viu as mudanças trazidas pela internet e pelos smartphones ao longo das últimas décadas.

A visão de Bae é compartilhada por quase dois terços dos sul-coreanos, segundo a pesquisa. No total dos mercados ouvidos, o otimismo é maior na África, no Oriente Médio e na Ásia-Pacífico, e fica quase dividido na Europa e na América do Norte.

Por que o otimismo é maior nos países pobres

A pesquisa aponta uma hipótese para a diferença. O otimismo pode diminuir à medida que mais gente em países pobres tiver contato direto com a IA ou com data centers e perceber que a tecnologia ajuda uns mais que outros.

No Quênia, cerca de 9% da população em idade ativa usou IA no 2º trimestre de 2026, segundo estudo da Microsoft.

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Uma pesquisa da Gallup com a Microsoft, em 37 países, chegou a resultado parecido. A IA é popular em geral, mas menos nos países ricos do Ocidente.

O que a pesquisa diz sobre o Brasil

Uma pesquisa da Ipsos sobre expectativas para 2026 mostra os brasileiros um pouco mais otimistas que a média global sobre o impacto da IA no emprego. Aqui, 61% acham que a tecnologia vai cortar vagas, ante 67% no mundo.

Já a parcela que acredita nas oportunidades da tecnologia é de 50% entre os brasileiros, contra 46% na média global. O FMI alertou, neste mês, que a IA pode afetar 40% dos empregos no mundo.