A ministra do TSE Estela Aranha determinou, neste sábado (24), a remoção de um vídeo que mostra três detidos chegando a uma delegacia em Piracicaba (SP) vestindo camisetas da campanha de Lula (PT). Testemunhas dizem que a PM forçou o uso das roupas.

O vídeo foi publicado em 23 de outubro pelo senador eleito Guilherme Derrite (PP) e compartilhado pelo senador eleito Carlos Jordy (PL), pelo ex-candidato Cabo Muller e pelo canal "Tropa do Flávio".

Os detidos foram abordados em 21 de outubro na Comunidade Pantanal, em Piracicaba. Dois adultos, de 21 e 24 anos, foram presos em flagrante por suspeita de tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Um adolescente também foi apreendido.

Segundo o registro da ocorrência, os policiais apreenderam um revólver calibre .32, 160 porções de cocaína e R$ 340. Os dois adultos presos são suspeitos e ainda não foram julgados.

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Testemunhas e um dos detidos afirmam que policiais militares forçaram o grupo a vestir as camisetas do PT antes de levá-lo à delegacia, segundo apuração do jornal O Globo, confirmada por outros veículos.

O que diz a decisão do TSE

A decisão da ministra Estela Aranha deu 3 horas para a remoção do conteúdo. Segundo ela, mostrar suspeitos com a camiseta de um candidato "não permite concluir que exista vínculo" entre o partido e o grupo.

A ministra escreveu ainda que o conteúdo "ultrapassa, em princípio, os limites da crítica político-eleitoral, por atribuir significado factual" à cena, sem comprovação. As imagens, segundo ela, também não provam a preferência eleitoral dos detidos.

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A decisão é mais uma de uma série de remoções do TSE nesta reta final. O tribunal já mandou apagar vídeo de Nikolas Ferreira sobre crianças contra Lula e conteúdo de inteligência artificial a favor do petista.

Analistas classificam o 2º turno como o mais litigioso dos últimos anos, com dezenas de decisões de remoção de conteúdo dos dois lados.

O que acontece agora

A votação do 2º turno é neste domingo (25). Quem não cumprir a ordem de remoção dentro do prazo de 3 horas fica sujeito a multa, segundo a decisão do TSE, que vale até o fim da campanha.