O Google alterou a política de privacidade para permitir que dados do Gmail, do Drive e do Google Fotos sejam usados na personalização de anúncios. A mudança vale desde 16 de outubro, e só afeta quem conectou esses apps a serviços com publicidade.
Antes de 12 de outubro, a política previa que nenhum anúncio seria personalizado com base nesse conteúdo. A nova versão abre uma exceção: os dados passam a valer "a menos que você escolha" compartilhá-los com outros serviços do Google.
O que a Inteligência Pessoal faz com esses dados
A função por trás da mudança é a chamada Inteligência Pessoal da Busca e do Gemini. Ela permite que o Google cruze informações de apps conectados para entender melhor um pedido do usuário.
Um exemplo dado pela empresa: o sistema pode checar a confirmação de uma reserva de hotel recebida por e-mail para sugerir restaurantes próximos ao destino.
Segundo o Google, apenas resumos, trechos e informações deduzidas dos e-mails e fotos entram na personalização — não o conteúdo original, que anunciantes não conseguem acessar.
O que muda para quem usa Gmail no Brasil
No Brasil, a integração à Inteligência Pessoal está disponível para contas pessoais de maiores de 18 anos. Alguns recursos, como a conexão ao Google Fotos, ainda têm restrições regionais. Quem já conectou Gmail e Fotos à Busca tem a função ativa agora, sem aviso adicional.
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Para desligar, o caminho é: Conta Google, Dados e privacidade, Personalização dos serviços de Busca. Depois, basta abrir "Inteligência Pessoal adicional" e desconectar Gmail, Fotos ou Drive em "Apps de conteúdo conectado".
O Google já havia detalhado, em setembro, como limitar o acesso do Gemini a e-mails e fotos — o mecanismo de controle é o mesmo. Desconectar os aplicativos não apaga dados já processados, que o Google pode seguir usando para treinar IA.
O que acontece agora
Portugal, o Espaço Econômico Europeu, a Suíça e o Reino Unido continuam de fora da mudança, por causa de regras como o Digital Markets Act e o GDPR. O Brasil não tem essa restrição em vigor.
A alteração chega poucas semanas depois de o Google ter sido multado em € 403 milhões na União Europeia por uso de dados de localização.
O episódio elevou o escrutínio sobre a empresa, que também recorre de outra decisão da União Europeia sobre o Android.































