A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na sexta-feira (23), um avião sem plano de voo nem matrícula, vindo da Bolívia e sobrevoando Mato Grosso de forma irregular. O piloto fez um pouso forçado, incendiou a própria aeronave e fugiu a pé pela mata.
A aeronave, um Cessna branco, foi identificada pelo avião-radar E-99, equipado para detectar voos em baixa altitude em regiões remotas. A ação foi coordenada pelo COMAE, o Comando de Operações Aeroespaciais, com apoio da Polícia Federal.
Casos assim têm se repetido na fronteira. Em julho, a FAB usou tiro de detenção contra outro avião vindo da Bolívia, em Mato Grosso do Sul. Na sexta-feira (23), um helicóptero clandestino vindo da Venezuela foi destruído pela FAB em Roraima.
Equipes do Gefron, o Grupo Especial de Fronteira, buscaram o piloto durante toda a noite. Ele foi localizado por volta das 6h30 deste sábado (24), escondido em uma propriedade rural de Juara, no interior de Mato Grosso.
Segundo o relato policial, o suspeito teria disparado contra os agentes durante a abordagem. Os policiais reagiram, e o homem, de 39 anos, foi atingido.
Ele recebeu atendimento de emergência e foi levado ao Hospital Municipal de Juara, mas não resistiu aos ferimentos.
Sua identidade não foi divulgada.
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O que se sabe sobre a aeronave e a carga
A perícia encontrou drogas na aeronave incendiada, mas ainda não determinou a quantidade apreendida. Os policiais recolheram também uma pistola calibre .22 e 16 munições intactas, além de materiais ilícitos queimados junto com o avião.
A origem e a rota de voo da aeronave ainda não foram determinadas. A fronteira com a Bolívia é rota conhecida do tráfico: em agosto, o país vizinho chegou a mandar tropas à fronteira após confronto entre facções deixar 9 mortos.
O que acontece agora
O caso é investigado pela Polícia Federal e pelo Gefron. As equipes apuram a origem do carregamento, a rota do voo clandestino vindo da Bolívia e a identidade do piloto morto no confronto desta manhã.































