Uma empresa de tecnologia que ganhou indenização de US$ 5,7 bilhões (R$ 28,82 bilhões) da Apple por violação de patente pediu à Justiça dos Estados Unidos que aumente o valor a ser pago. O pedido inclui compensação por vendas mais recentes e juros.

A Taction, empresa de San Diego, recebeu a indenização em setembro, a maior por violação de patente já determinada nos EUA. O júri concluiu que a Apple usou, sem autorização, tecnologia de feedback háptico em iPhones e Apple Watches.

O feedback háptico é o recurso que faz o aparelho vibrar para dar uma resposta física ao usuário, como ao tocar na tela ou receber alertas. Na Apple, esse recurso é chamado de Taptic Engine.

O veredicto, de 25 de setembro, envolve duas patentes de tecnologia de transdutor tátil por vibração (números US 10.659.885 e US 10.820.117) e tramita na Justiça Federal do Distrito Sul da Califórnia sob o processo 3:21-cv-00812.

O recurso tecnológico está presente nos modelos mais recentes da marca, incluindo o iPhone 18 Pro Max, que chegou ao Brasil em setembro.

Em pedido apresentado na sexta-feira (16), a Taction argumentou que a indenização cobre apenas as vendas da Apple entre 2021 e o fim de março. A empresa quer que o tribunal determine também o pagamento por vendas dos seis meses seguintes.

A Taction também solicitou juros pré-julgamento, calculados pela taxa legal da Califórnia, de 7% ao ano. Segundo a empresa, esse acréscimo representaria pelo menos centenas de milhões de dólares além do valor já fixado pelo júri.

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Na prática, cada mês de atraso no pagamento encarece ainda mais a conta que a Apple terá de enfrentar, caso o pedido da Taction seja aceito pelo tribunal.

"O valor da indenização concedida pelo júri não é motivo para reter os juros", disse a Taction ao tribunal. A Apple, por sua vez, negou ter cometido irregularidades, afirmou que vai recorrer e pediu à Justiça que anule o veredicto.

Não é o único processo

Este mês, a Apple também foi condenada a pagar US$ 184,2 milhões (R$ 931,5 milhões) em juros pré-julgamento à Masimo, empresa de tecnologia de monitoramento médico, em outro processo de propriedade intelectual.

O caso se refere a uma indenização de US$ 634 milhões (R$ 3,21 bilhões) que a Masimo obteve em julgamento no ano passado.

A disputa chega em um momento de força financeira para a Apple, que fechou pregão valendo US$ 5 trilhões pela primeira vez na história neste mês.

A defesa da empresa nos processos também ocorre sob nova liderança executiva, já que Tim Cook deixou o comando da Apple após 15 anos em agosto.