O MDB está dividido no 2º turno da eleição presidencial. Dez diretórios estaduais do partido anunciaram nesta terça-feira (13) apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB), em nota conjunta assinada por líderes estaduais da legenda.

Os diretórios de 16 estados e do Distrito Federal já haviam fechado com Flávio Bolsonaro (PL). O apoio a Lula partiu dos diretórios do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia, em nota conjunta.

Os signatários afirmam que a decisão foi tomada em defesa da democracia, da soberania nacional e da continuidade das políticas públicas do governo federal.

A articulação foi liderada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), com apoio dos senadores Marcelo Castro (MDB-PI) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). O MDB ocupa três ministérios no governo Lula.

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Por que o partido se dividiu?

O MDB declarou neutralidade no 1º turno e liberou os diretórios estaduais para apoiar livremente no 2º turno. O racha reflete a base eleitoral do partido, concentrada em estados do Nordeste e do Norte governados por aliados de Lula.

Ao mesmo tempo, o partido tem nomes do centrão que migraram para o entorno de Flávio. O rompimento já era esperado.

Na semana passada, o MDB havia fechado apoio a Flávio com 17 diretórios, incluindo o do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O MDB é hoje o maior fiador formal dividido entre as duas candidaturas.

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O que acontece agora

A divisão tem efeito mais simbólico do que prático na contagem de votos, já que a legenda não controla o voto de seus eleitores. Mas pesa na distribuição de palanques, tempo de rádio e TV e verba de campanha em cada estado.

O PL de Flávio já reúne seis partidos de olho no 2º turno, enquanto a aliança formal de Lula segue menor. A maioria dos senadores com mandato garantido para 2027 também apoia Flávio.

A disputa pelos diretórios restantes do MDB em outros estados deve continuar até o 2º turno, em 25 de outubro.