A corrida por chips de memória para treinar inteligência artificial já encareceu notebooks, celulares e consoles no Brasil. O PS5 Pro, por exemplo, é vendido por cerca de R$ 1.000 acima do preço de tabela, e a Samsung prevê alta de até 20%.
Data centers de inteligência artificial devem consumir 70% dos chips de memória produzidos em 2026, segundo o Tecnoblog. Fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron priorizam esse mercado.
Essas empresas direcionam fábricas e investimentos para a memória usada em servidores de IA. Sobra menos chip para celular, notebook e videogame, e o preço sobe para quem compra esses produtos.
O efeito já apareceu em produtos específicos no Brasil. O Galaxy S26 ficou até R$ 1.300 mais caro, e notebooks chegaram a subir 30% neste ano.
Agora é a vez dos consoles. Em 12 de outubro, um PS5 Pro seminovo era vendido nos Estados Unidos por US$ 1.399,99, US$ 500 acima do preço sugerido pela Sony.
No Brasil, o preço de tabela do PS5 Pro é de R$ 7.499,90, reajustado em abril. No varejo, o console já é vendido por cerca de R$ 1.000 acima da tabela.
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Quanto tempo isso deve durar
A fabricante americana Micron, uma das maiores do setor, afirma que a escassez de memória RAM deve continuar além de 2026. A Samsung já avisou que os reajustes no Brasil podem chegar a 20%.
O movimento já havia encarecido outros produtos. Em junho, mostramos que os preços de notebooks subiram até 30% com a crise da memória RAM.
Em outubro, foi a vez do Galaxy S26 ficar até R$ 1.300 mais caro no Brasil, na mesma crise que agora chega aos consoles.
A alta nos preços já havia feito surgir alternativas mais baratas: em junho, o MacBook Neo apareceu como opção mais em conta em meio à alta dos preços de notebooks.
Enquanto a produção de memória não se reequilibra, a tendência é de preços mais altos para consoles, notebooks e smartphones no Brasil.





























