O Google Cloud lançou nesta quinta-feira (8) o Gemini Agent, um assistente de inteligência artificial para tarefas de trabalho que funciona dentro do Gmail, Drive, Docs e Calendar. A ferramenta intensifica a disputa com OpenAI, Meta e Microsoft por clientes corporativos.

Segundo o Google, o agente planeja atividades, escolhe o modelo de IA mais adequado para cada tarefa e se conecta aos sistemas da empresa para concluir o trabalho em documentos, e-mails e ambientes de programação. Hoje, ele usa os modelos Gemini e Claude, da Anthropic.

Você dá objetivos, não instruções. Você delega um resultado e volta para o trabalho pronto.

A frase é do CEO do Google Cloud, Thomas Kurian.

Por que o Google corre contra OpenAI e Meta?

O lançamento chega um mês depois de a OpenAI lançar o agente dots, que fica ativo continuamente em diferentes aplicativos.

Em setembro, a Meta apresentou o Muse, agente pessoal que pode fazer compras, reservar viagens e enviar e-mails.

Internamente, funcionários do Google manifestaram preocupação de que a empresa esteja atrás da concorrência em tarefas de programação. A pressão ajuda a explicar por que o Google já compartilha com parceiros de cibersegurança uma versão preliminar do próximo modelo, o Gemini 4 Argon.

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O que isso muda no Brasil?

No Brasil, o Bradesco está entre os clientes do Gemini Enterprise, plataforma em que o novo agente roda. O banco reduziu de 1 hora para 5 minutos o tempo de revisão de documentos fiscais e contratuais, com 60% menos inconsistências de risco.

O que acontece agora

O agente segue em teste fechado, sem preço nem data de liberação geral. Versões para os setores financeiro e jurídico já estão em fase de testes, e as áreas de governo, saúde e varejo devem ganhar o agente em breve.