Dois terços da elevação do nível dos oceanos nas últimas três décadas vieram do derretimento de geleiras e calotas polares, segundo dados da Nasa divulgados nesta segunda-feira (12). O outro terço é efeito da expansão térmica da água do mar.
Os números vêm da missão GRACE-FO, da Nasa, que mede o campo gravitacional da Terra para calcular a perda de massa de gelo no planeta. Entre 1993 e 2023, o nível médio dos oceanos subiu 11,1 centímetros.
"Mapeamos a cada mês o campo gravitacional terrestre e rastreamos as mudanças ao longo do tempo", disse o cientista sênior do JPL/Nasa Felix Landerer, responsável pela missão.
A expansão térmica que soma o outro terço do aumento está ligada ao comportamento dos oceanos: uma anomalia de temperatura no Atlântico Norte chegou a desafiar o padrão esperado de aquecimento global em levantamento anterior.
Groenlândia perde mais gelo que a Antártida
Entre 2002 e 2023, a Groenlândia perdeu em média 270 gigatoneladas de gelo por ano, o equivalente a 0,8 milímetro por ano de elevação do nível do mar. É a maior contribuição individual entre as duas calotas polares.
A Antártida perdeu 150 gigatoneladas de gelo por ano no mesmo período, responsável por 0,4 milímetro por ano de elevação. Juntas, as duas regiões respondem pela maior parte do derretimento medido pela missão.
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O ritmo de perda de gelo nas duas calotas ajuda a explicar por que a elevação do nível do mar não é constante ao longo do tempo, variando conforme o derretimento se acelera ou desacelera em cada região.
O tema já preocupa cidades costeiras: o gelo perdido nos polos elevou o alerta para áreas litorâneas em levantamento publicado em setembro. No Brasil, o avanço do nível do mar também preocupa áreas costeiras, segundo levantamento divulgado em junho.





























