A federação Psol/Rede elegeu 15 deputados federais e superou o mínimo nacional de votos em 2026, mas não atingiu o percentual de 1,5% em 9 estados, como exige a cláusula de barreira, e ficará sem fundo partidário e propaganda gratuita na TV e no rádio.

A federação ultrapassou o piso nacional de 2,5% dos votos, com 4,89%, segundo a Gazeta do Povo, mas atingiu o mínimo estadual de 1,5% em apenas 8 dos 9 estados exigidos. Os 15 deputados eleitos estão concentrados em só 6 estados.

No Espírito Santo, faltaram 185 votos para a federação atingir o mínimo estadual, segundo a Gazeta do Povo.

O problema, segundo o g1, é a concentração de votos. Erika Hilton (SP), Sâmia Bomfim (SP) e Jones Manoel (PE) tiveram votação expressiva, mas não conseguiram levar colegas de partido à Câmara, porque os demais candidatos do PSOL não atingiram o mínimo estadual individualmente.

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O contraste aparece no PL. Nikolas Ferreira (MG) também concentrou grande parte dos votos do PL em Minas Gerais, mas os demais candidatos atingiram o mínimo estadual, o que garantiu 21 vagas ao partido no estado, segundo o g1.

Para a deputada reeleita Sâmia Bomfim (PSOL-SP), "é muito difícil calcular quantos votos um candidato terá quando não é eleição por máquina, território ou aparato", disse ela ao g1.

Para o professor de ciência política da UnB Frederico Bertholini, o resultado mostra uma organização melhor do PL para as eleições proporcionais, segundo o g1.

A federação não é a única a perder a verba. PSOL, PDT e mais três siglas devem ficar sem fundo partidário em 2026.

A cláusula de barreira já havia derrubado 28% das candidaturas a deputado federal neste ano, ao desestimular siglas pequenas a lançar chapas completas. A derrota reacende outra disputa interna no PSOL, agora pela distribuição do Fundo Eleitoral de 2026.

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O que não podemos aceitar é a falta de transparência e o suicídio político de sufocar quem tem a força popular para garantir a sobrevivência do partido, diz a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) sobre a disputa pelos recursos.

O ministro e fundador do partido, Guilherme Boulos, respondeu que "acordo se cumpre" e que a palavra "é aquilo que você tem de mais valioso para ter credibilidade", segundo a Gazeta do Povo.

O episódio ilustra a renovação da Câmara eleita em 2026. A nova legislatura elegeu mais jovens, mas a força de partidos pequenos segue desigual entre os estados.

O que acontece agora

Partidos sem fundo partidário continuam podendo disputar eleições, segundo o especialista em direito eleitoral Peterson Vivan, mas perdem acesso a financiamento público e propaganda gratuita até a próxima disputa. A nova legislatura toma posse em fevereiro de 2027.