O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) já causou 4.018 mortes e soma 8.300 casos confirmados em sete províncias, segundo dados divulgados pelas autoridades congolesas nesta semana. É o maior e mais mortal surto da história do país.
Mais de 2.000 pessoas já se recuperaram da doença, causada pela espécie Bundibugyo do vírus Ebola.
O número de mortos subiu cerca de 60% em pouco mais de cinco semanas: em 24 de agosto, o surto já era o mais letal da história do país, com mais de 2.500 vítimas.
A epidemia superou o surto registrado no país entre 2018 e 2020. Ela só fica atrás, em número de mortos, da epidemia que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, quando mais de 11 mil pessoas morreram na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
A doença continua se espalhando rapidamente no leste da RDC, incluindo a vizinha província de Kivu do Norte.
Como o Brasil está se protegendo?
O Brasil reforçou a vigilância sanitária em aeroportos internacionais depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o surto uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. A Anvisa instalou banners informativos nas áreas de desembarque, pela Instrução Normativa nº 448/2026.
A norma não prevê restrições a viajantes, aeronaves, cargas ou restos mortais, nem fechamento de fronteiras ou exigências sanitárias adicionais para chegadas.
Em junho, o Ministério da Saúde já havia descartado dois casos suspeitos de Ebola no país, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.
Em São Paulo, um paciente de 37 anos internado no Instituto Emílio Ribas teve o diagnóstico confirmado como doença meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz. No Rio, um viajante vindo de Uganda testou negativo para Ebola no Instituto Oswaldo Cruz; o resultado apontou malária.
A avaliação técnica brasileira classifica como muito baixo o risco de introdução do vírus no país. A transmissão exige contato direto com fluidos corporais de pessoas sintomáticas, e não há voos diretos entre o Brasil e as áreas afetadas.
Em julho, o diretor da OMS afirmou no Rio que o risco global do Ebola é baixo, mesmo com o surto na RDC fora de controle.
































