A senadora Tereza Cristina (PP-MS) intensifica as articulações na disputa pela presidência do Senado, que começa em 1º de fevereiro de 2027. Ela se apresenta como "terceira via" entre o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), e o candidato da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).

São necessários 41 votos dos 81 senadores para vencer a eleição da Mesa Diretora. Marinho, que lançou a candidatura na quarta-feira (4 de novembro), diz ter pelo menos 40 votos. A bancada do PL soma 29 senadores, e chega a 32 somando o Novo.

O caminho de Tereza esbarra no próprio partido. A direção nacional do PP anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre. Em 203 anos de história, o Senado nunca teve uma mulher na presidência, recorde que ela tenta encerrar.

Nenhuma candidatura reúne, hoje, os votos necessários para vencer sozinha.

Como fica a relação com o PP e com Marinho?

A relação com o PP ficou tensa. A sigla nacional declarou apoio à reeleição de Alcolumbre, e Tereza Cristina defende a liberdade de cada senador para escolher o candidato que preferir, mesmo contra a orientação do partido.

Alcolumbre, que articula a própria reeleição sem o apoio do PL, recebe as senadoras recém-eleitas em um café da manhã na terça-feira (10 de novembro). O encontro, organizado pela senadora Dorinha (União-TO), é visto como tentativa de atrair votos que Tereza também disputa.

Marinho e Tereza já discutiram uma candidatura única da oposição, mas não chegaram a um acordo, a ser reavaliado em janeiro. A defesa de Bolsonaro pediu ao STF autorização para que os dois visitem o ex-presidente, na mesma articulação que envolve Alcolumbre.

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Vou até pedir voto para o senador Davi Alcolumbre porque eu já disse a ele que ele precisava ter uma mulher como sucessora.

A frase foi dita por Tereza Cristina à CNN Brasil na quarta-feira (4 de novembro), mesmo dia em que Marinho oficializou a candidatura. Para ela, o momento agora é de conversar com os colegas e contabilizar quem está disposto a apoiá-la.

Segundo a senadora, parte dos votos hoje com Marinho iria para ela caso ele desistisse da disputa, mas o contrário não é garantido. Ela afirma não saber se os próprios votos migrariam para o colega caso saísse da corrida.

O que acontece agora

A eleição da Mesa Diretora ocorre em 1º de fevereiro de 2027, com os senadores recém-empossados. Até lá, Marinho e Tereza avaliam se mantêm as duas candidaturas da oposição ou convergem para uma só, decisão prevista para a segunda quinzena de janeiro.