Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) intensificaram a articulação nos bastidores para reeleger Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na presidência do Senado em fevereiro de 2027, por temerem que a nova Câmara avance pedidos de impeachment contra integrantes da Corte, segundo o Agenda do Poder.
O controle do Senado é estratégico.
É o presidente da Casa quem decide o encaminhamento inicial de qualquer denúncia contra ministro do STF. Sem esse aval, o processo não avança para análise dos demais senadores.
Por que o STF entrou nessa disputa?
O STF entrou na disputa porque teme que a nova composição do Congresso amplie a ofensiva por impeachment contra ministros a partir de fevereiro. O Senado recém-eleito já reúne 49 votos favoráveis a algum tipo de impeachment contra a Corte, segundo levantamento publicado em outubro.
Um dos canais centrais da articulação é a relação entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes. Alcolumbre afirma ter 48 votos para se reeleger e já se posicionou publicamente contra o impeachment de Moraes, segundo a Revista Fórum.
Como sinalização de boa vontade, o senador acena que pode incluir na pauta a PEC que limita o mandato dos ministros do STF, caso seja reeleito, segundo o Metrópoles.
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Lula também apoia a reeleição de Alcolumbre, mas por motivos diferentes dos que movem os ministros da Corte.
Quem disputa a presidência do Senado
Alcolumbre enfrenta pré-candidaturas distintas à presidência do Senado, cargo que já tentou garantir sem o apoio do próprio partido em outubro. O líder da oposição, Rogério Marinho foi lançado pelo PL contra ele na disputa, e a senadora Tereza Cristina também mantém pré-candidatura própria.
Para consolidar maioria, Alcolumbre tem se reunido com senadores e distribuído cargos e espaços administrativos, segundo o Plantão Brasil. A articulação atual amplia o movimento que o senador já vinha fazendo desde outubro para assegurar o comando da Casa.
O que acontece agora
A eleição para a Mesa do Senado ocorre em fevereiro de 2027, quando toma posse a nova legislatura eleita neste ano. Até lá, a disputa entre Alcolumbre, Marinho e Tereza Cristina deve concentrar a articulação política em Brasília.
O apoio do STF a Alcolumbre já é fator declarado desse jogo.






























