A startup brasileira HeadOffice.ai captou R$ 10 milhões em duas rodadas de investimento para expandir sua tecnologia de agentes autônomos de inteligência artificial, sistemas que executam tarefas corporativas sem comando manual contínuo. A rodada avaliou a empresa em R$ 75 milhões.

Entre os novos sócios estão os empresários Eduardo Ourivio e Mario Chady, do Grupo Trigo, e Ricardo Bomeny, presidente do conselho do Grupo BFFC. As gestoras TA Ventures e Valutia também entraram na rodada.

A empresa integra bases de dados corporativas, ERP e CRM para automatizar processos de varejo e franquias. Entre os clientes estão Cacau Show, Natura, Casa Bauducco e Odonto Company.

No caso da Cacau Show, a HeadOffice.ai diz ter elevado a taxa de conversão comercial em 360%, com índice de recompra acima de 40%.

Por que o mercado aposta em agentes autônomos

O mercado brasileiro de inteligência artificial somou R$ 8,7 bilhões em 2026, alta de 52% sobre 2024. Até outubro, as startups de IA do país levantaram R$ 1,2 bilhão e US$ 758 milhões em 61 rodadas de investimento.

Apenas entre 7% e 8% das empresas brasileiras têm maturidade efetiva em governança de agentes de IA, segundo levantamentos do setor. É justamente a lacuna que a HeadOffice.ai diz preencher com seu produto.

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O interesse por IA corporativa no Brasil já atraiu grandes players. Em outubro, o Itaú comprou uma startup brasileira de IA por R$ 2,9 bilhões.

Rodadas menores também se multiplicam. No mesmo mês, a gestora de patrimônio Freedom captou R$ 14,5 milhões e fez sua primeira aquisição, da Nalk.

O que acontece agora

A HeadOffice.ai vai usar o aporte para expandir a operação nos Estados Unidos, com investimento em engenharia de software e infraestrutura comercial.

A empresa descreve o mercado americano como mais competitivo, mas com liquidez e demanda aceleradas.

A aposta segue um alerta recorrente do setor: a consultoria Gartner considera a governança um fator crucial para manter agentes de IA funcionando com segurança dentro das empresas.