Profissionais de enfermagem de todo o país votam entre o domingo (8 de novembro) e a segunda-feira (9 de novembro) para escolher os novos conselhos regionais, os Coren. A votação é 100% on-line e vai definir representantes para 2027-2029, com quase 3 milhões de eleitores.
A enfermagem é a maior força de trabalho da saúde no Brasil, com 3 milhões de profissionais aptos a votar nesta eleição. São 63,6% técnicos, 27,6% enfermeiros e 8,8% auxiliares, categoria majoritariamente feminina, com 87,2% de mulheres.
Para votar, é preciso ter inscrição ativa no conselho e estar em dia com a anuidade. A plataforma oficial é o site votaenfermagem.org.br. O processo é organizado pelo Cofen, simultâneo nos 27 conselhos regionais do país.
O prazo para regularizar pendências já passou, em 8 de setembro.
O que muda para quem vota?
Quem vota escolhe os diretores dos conselhos regionais para o triênio 2027-2029, responsáveis por fiscalizar o exercício da profissão e defender a categoria. Já para quem não é da enfermagem, nada muda na prática para o atendimento de hoje.
Criado pela Lei 5.905, de 1973, o Coren fiscaliza o exercício da profissão em cada estado, investiga denúncias éticas contra profissionais e julga os casos no plenário do conselho. É o Coren também quem emite a carteira profissional e registra especialistas da área.
O resultado importa porque o Coren fiscaliza a categoria que luta pelo Piso Nacional da Enfermagem, em vigor desde agosto de 2022 e fixado em R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos e R$ 2.375 para auxiliares.
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A lei nunca chegou a valer integralmente. O STF julga a validade dela há 4 anos, na Ação Direta de Inconstitucionalidade 7222.
O ponto em aberto
A eleição decide quem vai liderar a categoria nos próximos três anos, mas não decide se o piso salarial vale de verdade. Essa resposta está nas mãos do STF, que julga a ADI 7222 há 4 anos sem data para terminar.
Para a categoria, o resultado de hoje é só o primeiro passo.






























