O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para indicar o ministro do TCU Rodrigo Pacheco à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). A indicação deve ser enviada ao Senado em novembro.

A sabatina de Pacheco na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está prevista para o início de dezembro, segundo apurou a CNN Brasil.

A vaga está aberta desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025. A primeira tentativa de Lula para preenchê-la, com o advogado-geral da União Jorge Messias, foi rejeitada pelo Senado.

Pacheco, ex-presidente da Câmara, já havia perdido uma disputa anterior pela mesma cadeira e foi indicado ao TCU como consolação. Agora ele volta à lista como opção de mais fácil aprovação.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, quatro ministros do STF — Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin — fazem lobby junto a Lula pela confirmação de Pacheco.

Um líder da base governista resumiu a pressa do Planalto: "Ele tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura."

A eventual saída de Pacheco do TCU abre uma vaga na própria Corte de Contas. A bancada do PT apoia o nome de Gleisi Hoffmann, ex-presidente do partido, para ocupá-la.

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Simone Tebet (PSB) também é cotada para o TCU, mas Lula prefere mantê-la à frente do Ministério do Planejamento.

O STF é apenas uma das três prioridades do governo no Congresso até o fim do ano. A cadeira de Barroso está vazia há mais de um ano.

O Planalto também corre contra o tempo pela aprovação da PEC da Segurança Pública e do Orçamento de 2027.

O movimento já era esperado: Lula já vinha avaliando Pacheco para o STF e Tebet para o TCU desde o fim de outubro.

O que acontece agora

Lula deve enviar o nome de Pacheco ao Senado em novembro. A sabatina na CCJ está prevista para o início de dezembro, antes da votação em plenário que decide a confirmação.