O União Brasil, partido que apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, afirmou nesta quarta-feira (28/10) que a eleição presidencial "transcorreu com lisura" e que o resultado "deve ser respeitado". A nota veio horas depois de Flávio divulgar carta contestando o pleito.
Assinada pelo presidente nacional Antonio de Rueda, a nota não cita Flávio nominalmente, mas foi divulgada em resposta direta à carta dele. "É essencial que as instituições sejam maiores que as pessoas", diz o texto, que chama a democracia de "valor inegociável".
O MDB também se manifestou nesta quarta, expressando confiança no sistema eleitoral brasileiro e na legitimidade do resultado apurado pelo TSE.
A posição do União Brasil chama atenção porque o partido fechou apoio formal a Flávio no 2º turno, ao lado do PP e do Novo, depois de ficar neutro no 1º turno.
Rueda já havia reconhecido a reeleição de Lula dois dias após o pleito, no mesmo movimento em que o Centrão, em bloco, reconheceu a vitória e isolou Flávio na contestação do resultado.
Lula (PT) venceu Flávio por 51,79% a 48,21% dos votos válidos, resultado declarado pelo TSE no domingo (25/10). Na carta, Flávio se autodeclara "o verdadeiro presidente eleito do Brasil" e diz que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.
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A nota do União Brasil e do MDB se soma à de outros partidos.
Sete legendas de oposição a Flávio já haviam acusado o senador de buscar apoio estrangeiro com a carta. Dentro do próprio PL, o coordenador de campanha Rogério Marinho reconheceu que o partido não tem provas de fraude nas eleições.
O que acontece agora
Com União Brasil, MDB, PSDB e o próprio Centrão distanciados da contestação, Flávio segue isolado nos Estados Unidos. Ele não anunciou data de retorno ao Brasil.































