O Palácio do Planalto avalia indicar o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o lugar dele no TCU, o nome preferido é o da ex-ministra Simone Tebet (PSB).
A informação é da CNN Brasil, divulgada nesta terça-feira (20).
A decisão sobre quem fica com a cadeira do STF só deve sair depois do 2º turno da eleição presidencial, neste domingo (25). Ainda não há acordo fechado sobre nenhuma das duas indicações.
Tebet disputou uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições deste ano e não se elegeu. Pacheco está no TCU desde o fim de setembro, quando recebeu 63 votos no Senado e 404 na Câmara.
Uma vaga aberta há mais de um ano
O lugar disputado é o que Luís Roberto Barroso deixou ao se aposentar do STF, em 18 de outubro de 2025. A cadeira já está vazia há mais de um ano, desde quando Lula avalia indicar um novo ministro ainda em 2026.
Com um ministro a menos, os dez integrantes da Corte absorvem processos que caberiam a um 11º magistrado, concentrando a carga de trabalho sobre quem já está no tribunal.
A demora tem motivo concreto. Pouco depois da saída de Barroso, Lula indicou o então advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga. O Senado rejeitou o nome.
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Foi a primeira vez em 132 anos que o Senado barrou uma indicação presidencial ao STF, o que elevou o custo político de uma nova escolha malsucedida e explica a cautela em torno do nome de Pacheco.
O caso já passou por outras etapas: Pacheco foi parar no TCU depois de perder a primeira disputa pela vaga no STF, e só depois voltou a ganhar força no Supremo após um acordo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O que acontece agora
Lula só deve decidir quem assume a cadeira de Barroso depois do 2º turno. Se Pacheco for escolhido, o nome de Tebet para o TCU precisará passar por articulação própria no Congresso, no mesmo molde da sabatina que o próprio Pacheco enfrentou em setembro.































