O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ele assume a vaga de Bruno Dantas, que antecipou a aposentadoria, meses depois de ser preterido por Lula para uma cadeira no STF.
Com a renúncia dele ao mandato de senador, assume Renzo Braz (PP-MG), até fevereiro de 2027, quando os eleitos neste ano tomam posse. O cargo de ministro do TCU é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos.
Pacheco, de 49 anos, poderá ficar 26 anos no cargo. O salário de ministro do TCU gira em torno de R$ 44 mil por mês.
O TCU é o órgão que fiscaliza a aplicação do dinheiro público federal, auditando contas de gestores, licitações e obras.
O caminho até o TCU
A indicação de Pacheco ao TCU ficou dada como certa assim que ele foi preterido por Lula para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula indicou o chefe da AGU, Jorge Messias, contrariando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
O nome de Messias foi rejeitado pelo Senado, derrota histórica para o governo. Foi apenas a 2ª vez em 130 anos que uma indicação presidencial ao STF foi rejeitada.
Com a vaga do STF fora de alcance e sem disputar o governo de Minas Gerais ou a reeleição ao Senado, Pacheco ficou disponível para o TCU. A indicação foi articulada por Alcolumbre, seu aliado político.
Pacheco também desistiu de disputar o governo de Minas Gerais, cargo para o qual Lula o havia cotado antes do racha pelo STF.
A indicação foi formalizada em 31 de agosto, no mesmo dia em que Dantas anunciou a renúncia.
O que os números da votação mostram
A indicação de Pacheco passou com folga. Foram 63 votos a 4 no Senado e 404 a 61 na Câmara. O contraste com a rejeição de Messias mostra o tamanho da vitória de Alcolumbre sobre Lula nessa disputa.
No Senado, a indicação foi relatada por Renan Calheiros (MDB-AL); na Câmara, por Aécio Neves (PSDB-MG). O aval do MDB pesou. Foi o partido que indicou Bruno Dantas ao TCU em 2014, a vaga que Pacheco agora ocupa.
O que ainda fica em aberto
A vaga que Pacheco não conseguiu, no STF, segue sem ocupante. Messias foi rejeitado pelo Senado e Lula ainda não indicou um novo nome para o posto.






























