Começou nesta quarta-feira (28) o julgamento do empresário Fernando Sastre, réu por matar o motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana, de 52 anos, com seu Porsche 911 em São Paulo. O júri segue até quinta (29), no Fórum Criminal da Barra Funda.
Lucas Morais da Silva, filho mais velho de Ornaldo, hoje com 30 anos, testemunhou no primeiro dia. Disse não conseguir mais trabalhar como motorista de aplicativo desde a morte do pai.
O que disse o filho da vítima?
Lucas afirmou esperar que a punição de Sastre seja um "recado para a sociedade". "Desde que aconteceu, eu já entendi que a nossa vida nunca mais seria a mesma coisa", declarou ao júri.
"Eu caí no chão, meu óculos quebrou. O segurança do hospital veio me ajudar, mas fiquei em estado de choque com a notícia", relatou sobre o momento em que soube da morte do pai.
Giovanna Pinheiro Silva, ex-namorada do réu, também foi ao plenário, mas precisou ser retirada após fazer um sinal de desaprovação com a cabeça enquanto a testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima depunha.
A Promotoria pediu sua retirada e uma multa de 15 salários mínimos, alegando que ela também não compareceu para depor como testemunha da acusação.
A defesa disse que Giovanna constava na lista de testemunhas da própria defesa e só apareceu como testemunha de acusação por erro do Judiciário.
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A juíza Melanie Liesenberg determinou a retirada de Giovanna e disse que só decidirá sobre a multa ao fim do julgamento.
Como foi o acidente que matou Ornaldo?
Na madrugada de 31 de março de 2024, Ornaldo dirigia seu Renault Sandero pela Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, quando foi atingido pelo Porsche de Sastre, a cerca de 156 km/h.
Ele foi levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas sofreu parada cardiorrespiratória e morreu.
Sastre apresentava sinais de embriaguez, segundo relato de um amigo. Ele deixou o local e foi liberado pelos policiais sem passar pelo teste do bafômetro, episódio que já levou dois PMs a se tornarem réus na Justiça Militar.
Após denúncia do Ministério Público, a Justiça tornou Sastre réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. Caso parecido de condutor embriagado em São Paulo é o em que a Justiça negou a prisão do motorista que matou o tio de Boulos.
O que acontece agora
O júri continua nesta quinta-feira (29), com previsão de mais depoimentos de testemunhas. Ainda não há data para o veredito.































